Logo no meu primeiro dia na cidade do Porto, no passado mês de Abril, visitei os Jardins do Palácio de Cristal. A luz do Sol já começava a pintar de laranja a foz do Douro, uma brisa fresca soprava entre as árvores centenárias e o som dos pássaros sobrepunha-se ao dos carros. Depois de vários quilómetros de caminhada pelas ruas da cidade, não podia ter escolhido uma maneira mais relaxante de terminar o passeio. Um final de dia perfeito, a que estas fotos dificilmente fazem justiça.
Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.
A vista sobre Piodão é magnífica, como já mostrei neste post, mas de perto não tem menos encanto.
Arrumadas num anfiteatro natural, as casas descem pela escarpa, culminando numa praça, o centro da vida da aldeia, e onde fica a igreja e a maior parte do comércio. Esta disposição tem o efeito curioso de fazer a povoação parecer ainda mais pequena. Nenhuma rua, além da praça, oferece uma visão ampla do conjunto. Ao percorrer as ruas de Piodão, mais parece que se está a percorrer um labirinto. Até porque com apenas 70 habitantes, a agitação nas ruas não é grande.
Ruas essas, em que todas as casas são de pedra, apenas salpicadas pelas portas e janelas azuis. O chão, as paredes, os telhados, tudo de pedra. A notável excepção é a igreja, que se destaca de maneira quase cómica no conjunto. É que como se não bastasse ser branca, tem uma arquitectura tão curiosa, que quando mais olho para ela, mais me parece feita de massapão.
Embora Piodão se possa percorrer de uma ponta à outra num instante, é fácil perder a noção do tempo. São vários os pormenores e recantos que nos abrandam o passo. Afinal, não é todos os dias que se visita uma aldeia onde o tempo parece ter parado.
Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.
Não sei se acontece com toda a gente ou se é só comigo, mas um elogio mais frequente que o desejável, que ouço às minhas fotos é: "Deves ter uma máquina mesmo boa!".
Admito que é um comentário que me faz alguma confusão. Obviamente a máquina não faz o fotógrafo. Qualquer máquina razoável hoje tem qualidade mais que suficiente para tirar boas fotografias.Claro que ter uma objectiva de grande qualidade ajuda em factores como a definição ou a claridade da imagem, mas sem "ter olho", não há material que faça milagres.
Esse sentimento levou-me a decidir fazer uma série de fotografia urbana, usando apenas o meu telemóvel. Deixo aqui algumas das que tenho tirado.