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Os pavilhões do Parque - Uma jóia abandonada

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Andava com vontade de visitar as Caldas da Rainha desde que vi uma reportagem sobre os edifícios abandonados, que ainda elegantes, resistem à passagem do tempo no Parque D. Carlos I. No regresso a Lisboa, depois da visita ao Mosteiro da Batalha, o farto almoço pedia uma caminhada e este revelou-se o destino perfeito para um passeio. A localização é magnífica. No lago os patos e cisnes convivem com os barcos a remos, e os recantos de sombra sucedem-se entre as vastas áreas para brincar. Até existe um museu mesmo no centro do parque, dedicado ao grande pintor José Malhoa. No entanto é mesmo o enorme edifício abandonado que marca a paisagem, porque embora o interior esteja em estado preocupante, a fachada conserva a beleza de sempre.

 

A história remonta ao reinado de D. João V, quando se decidiu criar um parque de apoio ao hospital termal, para que os doentes em convalescença pudessem passear. No século XIX, Rodrigo Berquó, administrador do hospital remodelou profundamente o parque, tornando-o num dos mais atractivos e visitados do país. Ao mesmo tempo deu marcha ao seu sonho, criar uma estância termal de excelência, projectando os "pavilhões do parque”. Embora este enorme edifício tenha sido construído, quis o destino que nunca chegasse a cumprir a sua função. Nos 100 anos seguintes serviu de quartel militar, escola, esquadra de polícia e sede de várias entidades, até chegar ao estado de abandono em que hoje se encontra. Aparentemente a Câmara Municipal tem um plano para concessionar o espaço como hotel, mas o projecto tarda em arrancar. Esperemos que desta vez o sonho de Berquó saia do papel. Seria uma justa homenagem ver os "pavilhões do parque” finalmente a funcionar como um dos mais belos hotéis do país.

 

 

 

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Pôr do Sol no Palácio de Cristal

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Logo no meu primeiro dia na cidade do Porto, no passado mês de Abril, visitei os Jardins do Palácio de Cristal. A luz do Sol já começava a pintar de laranja a foz do Douro, uma brisa fresca soprava entre as árvores centenárias e o som dos pássaros sobrepunha-se ao dos carros. Depois de  vários quilómetros de caminhada pelas ruas da cidade, não podia ter escolhido uma maneira mais relaxante de terminar o passeio. Um final de dia perfeito, a que estas fotos dificilmente fazem justiça.

 

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Curioso

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Os esquilos estão sempre com um ar algo suspeito. Tanto podem estar apenas intrigados com a máquina fotográfica, como a planear friamente a melhor maneira de roubar a comida que uma pessoa trás no bolso... Pelo menos este esquilo, se tinha algum plano maléfico em mente, optou por não o executar...  

 

 

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Buenos Aires - Jardim Japonês

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Este post, de uma série dedicada à minha viagem à Argentina, em Outubro de 2015, é o último sobre Buenos Aires. Mas esta viagem levar-nos-á ainda ao glaciar Perito Moreno, a El Chaltén, meca do montanhismo, a Ushuaia, a cidade mais a sul do mundo, e numa visita às baleias e pinguins, em Punta Tombo. O vídeo que fiz desta aventura, e que mostra tudo isto, pode ser visto aqui.

 

O Jardim Japonês

 

Buenos Aires tem muitos jardins e parques públicos que permitem escapar, por alguns momentos, à confusão típica de uma grande cidade. A maior parte dos espaços verdes ficam no bairro de Palermo, o mais nobre da cidade, e o Jardim Japonês não é excepção.

 

Criado e mantido pela comunidade japonesa que vive na cidade, e por isso com entrada paga, é um dos locais mais aprazíveis de Buenos Aires. Aqui passeia-se pelo meio de lagos com peixes Koi,  pequenos templos e uma paisagem hamoniosa e verdejante. É possível beber chá, em pequenos salões típicos, ou até fazer massagens. Sem dúvida um dos locais mais relaxantes desta visita, foi perfeito para recarregar baterias, e para nos preparar para as grandes caminhadas que nos esperavam nos dias seguintes.

 

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Posts anteriores:

 

Buenos Aires - A Cidade

Buenos Aires - Ao Ritmo do Tango

Buenos Aires - Arte Urbana

Buenos Aires - Cultura

Buenos Aires - Caminito

Buenos Aires - La Bombonera

 

 

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Um Tesouro Esquecido em Lisboa

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Ontem fiz o elogio à Tapada das Necessidades, para hoje deixei as coisas menos boas. Se o grande relvado, e os vários caminhos e espaços verdes da tapada se encontram bem cuidados, o mesmo não se pode dizer do seu património histórico. O atelier de pintura da Rainha D. Amélia, conhecido como Casa do Regalo, parece ter sido recuperado recentemente, e isso é um bom sinal, mas é quase caso único (apesar da estátua decapitada à entrada). 

 

A estufa impressiona à primeira vista, mas um olhar mais atento revela vários vidros partidos. Existem muros com enormes fendas, sujos com graffittis e a precisar de pinturas. Podem-se ver, em vários sítos, vasos de pedra partidos ou desmontados no chão, e fontes que em vez de água têm folhas e pedras.

 

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Existe ainda um antigo Jardim Zoológico, que nem tinha mencionado ontem. Mandado contruir por D. Fernando II, para os princípes D. Luís e D. Pedro, é classificado, pela Câmara de Lisboa, como Imóvel de Interesse Público, mas encontra-se num estado de conservação que deixa muito a desejar.

 

São seis pequenos edifícios, rodeados por gradeamentos de ferro, outora ocupados por aves raras, macacos e outros animais. Segundo notícias de 2011 o espaço ia ser recuperado brevemente, dando origem a um restaurante e um pequeno espaço de exposição sobre a rica história da Tapada das Necessidades. No entanto, até agora, só a vegetação parece ter tomando conta daquele lugar.

 

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Um Tesouro Escondido em Lisboa

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Já tinha visto a Tapada das Necessidades, centenas de vezes - sempre que atravesso a Ponte 25 de Abril, pelo menos - e nunca me tinha sequer passado pela cabeça visitá-la. Talvez por pertencer ao Palácio das Necessidades, sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, subconscientemente pensasse que não estava aberta ao público. Afinal encontra-se aberta todos os dias, como qualquer outro espaço verde da cidade. Só que não é um espaço verde qualquer. Os mais de 300 anos de história, fazem-se notar para além da frondosa vegetação, relvados e vários caminhos, mais ou menos escondidos. Além de fontes, pequenas cascatas, jardins de vegetação exótica e várias estátuas, destacam-se uma estufa circular e o pavilhão, mandados construir pelo Rei D. Carlos. Sobretudo a estufa impressiona, com a sua grande cúpula de vidro.

 

Este fim de semana, a tapada acolheu um festival de musica, o Lisboa Soa, e a estufa foi palco de alguns concertos, daí os instrumentos que se podem ver na última foto.

 

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No verão, a Tapada das Necessidades encontra-se aberta até às 19:00. Durante a semana abre às 8:30, e aos fins de semana e feriados às 10:00.

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