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A magia da Livraria Lello & Irmão

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Já sabia que a livraria Lello se tinha tornado muito concorrida nos últimos anos, mas admito que não estava preparado para as filas que encontrei. Na minha inocência, pensei que chegando antes da hora de abertura não estaria muita gente. Foi ingénuo da minha parte, eu sei. Às 9h40m já esperavam umas boas dezenas de pessoas, divididas por duas filas. Uma para entrar na loja, outra para comprar bilhetes, duas portas mais acima. 

 

Segundo me explicou uma funcionária com quem estive à conversa, a culpa deste fenómeno é do Harry Potter. Parece que foi esta livraria a inspirar J.K Rowling a escrever sobre o mundo mágico de Hogwarts. Pois... tudo muito bonito, mas depois uma pessoa quer tirar fotos e sente falta de uma varinha mágica. Porque para tirar fotografias decentes da Lello e Irmão quase que só por magia...

 

Mal se abrem as portas, começa a “luta” por uma foto da icónica escadaria. Apanhá-la desimpedida é um jogo de enorme paciência. Para complicar, queria ter uma pessoa no enquadramento. Só uma e não as dezenas que a cada minuto sobem, descem e fazem poses para as selfies. Depois de muita espera, alguma ginástica, e frustração com quem se atirava para o enquadramento no pior segundo possível, lá consegui apanhar a escada quase desimpedida. Só mesmo por um segundo. Assim que capturei este momento, as escadas voltaram a encher-se. Pode-se dizer que tive sorte. Ou será que foi magia?

 

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O bilhete para entrar na livraria custa 4,5€. No entanto este valor é descontado em qualquer compra que façam no interior. No meu caso, aproveitei para comprar um livro que ando curioso para ler já há algum tempo, Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe.

 

Boa semana!

 

 

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Ler Devagar - Ou porque gosto de livrarias

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Se fechar os olhos quase que ainda me consigo ver a entrar na Culsete, a livraria do bairro onde cresci, em Setúbal. O senhor Medeiros recebia-me sempre com um sorriso. Lembro-me perfeitamente dele. Muito magro e alto - ou era eu que ainda era muito pequeno? O fumo do cigarro não chegava para esconder o seu olhar curioso, que me acompanhava durante uns instantes, enquanto me perdia nos recantos da sua livraria, onde me pareciam caber todos os livros do mundo e as estantes formavam uma espécie de labirinto. Em cada prateleira um arco-íris, em que cada título prometia uma aventura, uma viagem, um novo mundo.

 

Acho que o meu gosto por livrarias vem desses tempos de miúdo. Há algo de reconfortante para mim em ver estantes cheias de livros, de cor, de história e estórias. Não é por acaso que um dos meus sítios preferidos de Paris é a Shakespeare and Company, ou que adorei o Ateneo Grand Splendid em Buenos Aires.

Por isso é estranho que ainda não tivesse visitado a Ler Devagar, eleita várias vezes uma das livrarias mais bonitas do mundo. Não deve haver nenhum blog ou conta de instagram que se preze que não tenha já mostrado a foto da rapariga numa bicicleta com asas, que paira sobre os visitantes, por cima da cabeça dos visitantes.

Um destes fins de semana passei finalmente por lá. Para tirar fotos, sim, mas também para me perder nos seus recantos, onde parecem caber todos os livros do mundo e cada título promete uma aventura, uma viagem, um novo mundo. Mais uma vez, lembrei-me do senhor Medeiros, que com o seu olhar curioso que o fumo do cigarro não conseguia esconder, me observava enquanto eu desaparecia no seu labirinto de livros. 

 

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El Ateneo Grand Splendid

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E por falar em livrarias interessantes, esta também não está nada mal.

 

Foi em Ushuaia, Argentina, que um casal de holandeses nos falou, maravilhado, na livraria El Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires. Nós, que já tinhamos estado na capital Argentina, não tinhamos ouvido falar do Ateneo, mas as palavras dos nossos companheiros de caminhada deixaram-nos curiosos.

 

Como ainda teriamos um dia para visitas de última hora, quando uns dias mais tarde regressássemos para apanhar o avião de volta, ficámos logo com ideia de lá ir. Ainda por cima, cheios de sorte, era praticamente ao lado da casa onde iamos ficar alojados...

 

O Ateneo, na verdade, é uma espécie de fnac, só que com a particularidade de ocupar o espaço de um antigo teatro, o Gran Splendid inaugurado em 1919. Em 2005, já depois de ter sido um cinema, foi convertido numa livraria.

 

Como já tinha mencionado aqui, por esta altura a minha máquina fotográfica já tinha há muito decidido deixar de funcionar, e o telemóvel era a minha única opção. Não é o ideal para interiores, nem muito versátil para este tipo de fotos, mas dá para ficar com uma ideia da grandiosidade do espaço.

 

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O meu sítio preferido de Paris...

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... Não é a torre Eiffel, nem o Louvre.  Paris tem muitos motivos de interesse, mas um dos meus sítios preferidos da cidade, é uma pequena livraria, perto da Catedral de Notre-Dame.

 

A Shakespeare and Company, aberta de 1951, tem uma filosofia tão particular quanto a sua decoração. Além de se poder entrar e ler o que nos apetecer, desde a sua fundação que milhares de escritores, mais ou menos conhecidos e anónimos, lá ficaram "alojados", em busca de inspiração. Como condição para a estadia, devem ajudar algumas horas por dia nos afazeres da livraria, e escrever uma auto-biografia de uma página. Estão lá disponíveis para leitura. 

 

É engraçado o conceito de uma livraria que, além de livros, guarda assim memória de tantos dos que por lá passaram.

 

No meio de um caos organizado das estantes e livros empilhados, existe uma cadeira de um antigo cinema, um piano, ou um lavatório, completo com copo e escova de dentes. Há livros de todas as épocas, alguns folheados vezes sem conta. Livros sem preço, apenas para consulta. Existem sofás, mesas e cadeiras, em que romances são devorados e nascem novos poemas. Há até um pequeno piano à espera que alguém decida animar o ambiente.

 

Por alguma razão, que não de momento não consigo sequer contemplar, não tirei fotografias à maioria destes pormenores. O que só pode querer dizer uma coisa. Tenho de lá voltar...

 

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