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O Museu de Marinha

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Enquanto não se resolve a polémica em torno do futuro Museu das Descobertas, o mais próximo que temos em Lisboa de um espaço dedicado aos descobrimentos, é o Museu de Marinha. A exposição é mais abrangente que isso, fazendo um resumo do que tem sido a relação dos portugueses com o mar, mas as primeiras salas falam-nos um pouco dos descobrimentos, com várias réplicas de vários navios e instrumentos de navegação recuperados de naufrágios ( oh não! Escrevi "descobrimentos". Peço desculpa aos ofendidos, ainda não sei qual a palavra politicamente correcta).

 

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As salas seguintes são dedicadas à marinha portuguesa, mas também à navegação civil, com uma zona dedicada à indústria pesqueira. No final da ala que se encontra no mosteiro dos Jerónimos, podemos ver o que resta do antigo iate Dona Amélia - navio de recreio e investigação cientifica mandado construir pelo rei D. Carlos -  que apesar de ter sido desmantelado, viu o seu interior preservado.

 

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A visita termina no Pavilhão das Galeotas, à esquerda do edifício dos Jerónimos, construído para alojar, não surpreendentemente, a colecção de galeotas reais. A jóia da coroa da exposição é o enorme (e magnífico) bergantim real, construído em 1780 e ricamente decorado em talha dourada.

 

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Ao seu redor, vários barcos e navios encontraram o seu último porto e contam um pouco da história naval de Portugal. Aqui encontram-se várias embarcações tradicionais e de recreio e até três hidroaviões, entre os quais o "Santa Cruz", em que o Almirante Gago Coutinho e o Comandante Sacadura Cabral concluíram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

 

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A Vida por um Fio, de David Oliveira

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Recentemente tive a sorte de ser convidado para um evento - de que falarei brevemente aqui no blog - que incluía uma visita ao reservatório da Mãe d'Água. Como se o espaço já não fosse suficientemente impressionante por si só, tive o privilégio de a visita coincidir com a altura em que o artista David Oliveira preparava a sua próxima exposição. Conheci o trabalho deste jovem e talentoso artista há alguns meses e desde aí que passei a segui-lo com interesse. Imaginem então o que foi dar de caras com ele, enquanto montava as suas maravilhosas e etéreas esculturas, que mais parecem desenhos a três dimensões, suspensos no ar).

 

Só publico duas fotos, porque não quero estragar a surpresa, nem revelar as várias peças que por lá podem ser admiradas a partir de hoje, dia 7 de Junho. Para quem tiver ficado curioso, a exposição prolonga-se até ao dia 16 de Setembro, no seguinte horário:

 

Terça a sábado das 10h às 12h30 e das 13h30 às 17h30. Encerra ao domingo e segunda.

 

Os bilhetes para a Mãe d'Água custam 3€, mas no âmbito da comemoração dos 150 anos da EPAL, as entradas são gratuitas aos Sábados (aqui e em todos os núcleos museológicos da EPAL até ao final do ano, incluindo o Aqueduto das Águas Livres).

 

 

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Sugestão para o fim de semana prolongado

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Os dias de primavera ainda andam cinzentos, mas que tal dar um pouco de cor ao fim de semana, com uma visita à exposição Linha, Forma e Cor, no Museu Berardo?

 

Se este pequeno conjunto de obras da Coleção Berardo, em que os artistas utilizam livre e criativamente a linha, a forma e a cor, abrir o apetite para mais, o museu tem mais duas exposições que merecem ser vistas. Uma de fotografia - Photo-Metragens de João Miguel Barros - e outra que, de maneira muito divertida e original, transforma em arte objectos do nosso quotidiano.

 

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A luz mágica do Mosteiro dos Jerónimos

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Quando no início deste ano decidi que iria visitar mais monumentos e museus de Lisboa, o Mosteiro dos Jerónimos estava nos primeiros lugares da minha lista. Ainda fui primeiro à Sé de Lisboa e ao Museu Arqueológico do Carmo, mas os Jerónimos tiveram de ser a visita seguinte, ou não fosse este um dos nossos mais emblemáticos monumentos.

 

Cheguei cedo, logo na abertura, e ainda bem. As filas que se foram formando atrás de mim deixaram logo perceber que não ia ser fácil fotografar sem apanhar magotes de turistas nas fotos. Nada que um bocadinho de paciência não resolva, como sempre. Recomendo vivamente que se faça a visita num dia de Sol. A luminosidade que o espaço ganha, quando a luz reflecte na pedra clara das paredes, é qualquer coisa de mágico. 

 

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O Museu Arqueológico do Carmo

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Este ano decidi que ia ser mais vezes turista na "minha" cidade. Passeio muitas vezes pelas ruas de Lisboa, mas entre quatro paredes há muito para ver. Exposições, museus ou palácios, há muito para descobrir com calma, por quem tipicamente vive a cidade em permanente correria. Comecei pela Sé, como podem ler neste post. Há algumas semanas visitei outro monumento por onde já passei dezenas de vezes, o Museu Arqueológico do Carmo.

 

Quando ali entrei não pude deixar de contemplar aquele espaço, em silêncio, e lembrar-me do que estas paredes simbolizam. Mais que um museu, são também uma espécie de monumento ao terramoto de 1755. Uma ferida que ainda hoje permanece aberta no coração da cidade. Até porque naquela manhã em que a terra tremeu, era feriado, o dia de Todos-os-Santos. Uma coincidência particularmente infeliz, já que por toda a cidade milhares de velas foram acesas em celebração e as igrejas estavam cheias. O terramoto e o incêndio que se seguiu deixaram a igreja praticamente destruída. O que restou permite, ainda hoje, adivinhar um dos templos mais imponentes da cidade e não deixa de ser estranho que um espaço com esta carga dramática funcione como o átrio principal de um museu. Em todo o perímetro estão expostas peças de várias épocas, recolhidas em vários pontes da cidade ao longo dos anos. Ao fundo, onde seriam o altar-mor e as capelas, existe uma zona fechada, repleta de artefactos arqueológicos, que vão da pré-história à época moderna. Entre ferramentas de sílex, azulejos e túmulos, até duas múmias peruanas se podem descobrir.

 

É um espaço difícil de descrever e catalogar. A mistura de estilos, épocas e as contradições do próprio espaço, fazem do Museu Arqueológico do Carmo um dos locais mais curiosos da cidade.

 

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Se não estou em erro, a entrada custou 4,5€ e a visita pode ser feita nos seguintes horários:

 

De Segunda-feira a Sábado - 10h00 às 18h00
(De 01 de Outubro a 31 de Maio)

De Segunda-feira a Sábado - 10h00 às 19h00
(De 01 de Junho a 30 de Setembro)

Encerrado: Domingo, Natal, Ano Novo e 1º de Maio

 

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A Sé de Lisboa e a providência divina

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Tenho uma memória muito ténue e distante de visitar a Sé de Lisboa com os meus pais e um amigos franceses, quando era miúdo. Deste então já por lá passei dezenas de vezes. De perto ou ao longe, é uma guardiã inevitável da paisagem da baixa lisboeta. Em todas essas vezes olhei para ela com um misto de sentimentos. Por um lado curioso em entrar, por outro temeroso dos magotes de turistas que se juntam nas imediações. Até porque, como quem lê este blog sabe, o excesso de turistas é a maior ameaça às minhas fotos...

 

No passado fim de semana, um dos meus passeios por Alfama, levou-me, inadvertidamente, até à Sé. Como tinha acabado de abrir, estava pouca gente e pensei - de hoje não passa! E afinal, depois de tanto tempo, parece que escolhi mesmo o dia ideal... Segundo me disse o funcionário da bilheteira dos claustros, daí a uns dias estes iriam encerrar para obras, previstas para durar um ano e meio. A ideia é que as escavações que põe a descoberto ruínas das eras romana e árabe, passem a ficar acessíveis a partir de um piso inferior, ficando cobertas pelo jardim que vai dar uma nova graça aos claustros. Também o museu vai ter uma muito necessária remodelação e restauro.

 

Estranhamente, não encontro notícias actuais sobre este encerramento, mas a confirmar-se escolhi, depois de tantos anos, o dia perfeito para esta visita. E nesse caso, aproveitem para ver estas fotos, que agora só daqui a algum tempo estas portas se voltarão a abrir. No entanto, a igreja e a impressionante sala do tesouro (que não se pode fotografar) manter-se-ão acessíveis ao público, por isso a Sé continuará sempre a merecer uma visita.

 

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