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Qual peça de xadrez num jogo tresloucado

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 Se existem câmaras de segurança no terraço da Casa da Música, os seguranças ainda hoje se devem estar a rir com as figuras que por lá andei a fazer para tirar esta foto.


Eu explico - Subi ao sétimo piso da Casa da Música, que permite o acesso ao fotogénico terraço. Já o tinha visto em fotos, no dia anterior, e já sabia a foto que queria. A ideia era apanhar uma pessoa naquele ponto para que convergem as linhas criadas pelo arquitecto Rem Koolhaas.


Assim que cheguei, percebi que não ia acontecer. Não estava ninguém no terraço e o restaurante, mesmo ao lado, estava completamente vazio. Pousar a máquina fotográfica no chão não era opção. Ia perder o efeito criado pelo padrão de azulejos do chão. Tirei a foto possível e voltei para trás, derrotado. E então, pelo canto do olho, vi um cinzeiro. Um daqueles baldes metálicos ou, como lhe passei a chamar carinhosamente, o meu tripé. E assim começou a cena, digna de um filme do Charlot.

Então era ver-me a passear o cinzeiro para trás, para a frente e para o lado, qual peça de xadrez num jogo tresloucado. Colocar o temporizador na máquina e correr para a posição. Claro que não ficava bem à primeira, nem à segunda, nem à terceira. E então ia tentando, até ficar no ponto certo. Ou até eu parecer uma pessoa com um andar normal, o que claramente não acontece em todas estas fotos.

 

Várias tentativas depois, graças ao meu tripé improvisado, lá fiquei minimamente satisfeito com algumas das tentativas. E tenho de admitir, até teve muito mais piada assim!

 

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Os caminhos feios

Li há uns dias este texto, do Miguel Esteves Cardoso:

 

"A vida é curta de mais para ir pelos caminhos feios. Encafuamo-nos em casa ao fim do dia e só saímos no dia seguinte para trabalhar. Para trabalhar encafuamo-nos num edifício, de onde só saímos para voltar para casa. O caminho entre estes dois encafuanços é muitas vezes a única viagem do nosso dia. O caminho pode ser a nossa única liberdade, o nosso momento de vida selvagem, umas pequeníssimas férias, só ligeiramente proibidas, mas por isso mesmo mais merecidas."

 

É verdade. Ou pelo menos é-o mais vezes do que deveria ser. Esquecemo-nos demasiadas vezes de seguir pelos caminhos bonitos, que frequentemente são mesmo ali ao lado. Tento fazê-lo, na maior parte dos dias, mas a pressa de chegar onde quero nem sempre o permite. Saio na estação de metro anterior, sigo pela rua ao lado. Às vezes fotografo algum pormenor que não tinha visto, uma nova perspectiva sobre um sítio que pensava conhecer. Outras vezes só aproveito para fazer umas pequeníssimas férias, numa luta contra a rotina que tão facilmente nos leva pelos caminhos feios.

 

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O meu principal instagram continua a ser o mesmo. Mas recentemente criei esta outra conta, onde vou publicando outras fotos, dos dias em que me lembro de seguir o caminho mais longo.

As fotos que todos tiramos

 

Já me tem acontecido estar em viagem e pensar, no meio daquele entusiasmo frenético de tirar "a foto" daquele sítio que sempre quis visitar, se não devia simplesmente pôr a máquina fotográfica de lado e apreciar o momento.

 

A semana passada voltei a pensar nisso quando encontrei este vídeo, criado por Oliver KMIA. Será que tenho mesmo de fotografar a Mona Lisa, ou aquela perspectiva da Fonte de Trevi que toda a gente já fotografou e há de fotografar? Não ganhava mais em pousar a máquina um bocadinho e absorver o momento? É que o que se sente quando se está naquele sítio único ficará sempre connosco. E se quiser mesmo rever a Mona Lisa, basta pesquisar no google.

 

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Não invalida que seja importante para mim fotografar e registar aqueles momentos únicos das minhas viagens. A verdade é que, meses depois, olho para as fotos que tirei à fonte de Trevi e dou muito mais valor a esta imagem de um homem que, sozinho, tira água de uma pequena fonte, enquanto todas as outras pessoas se preocupam com a foto que vão publicar no instagram, igual aquela que todos à volta estão a tirar. 

Tal como tem muito mais piada, relembrar a ginástica que fiz a tentar fotografar todas as mãos que, ao mesmo tempo, tentavam amparar a Torre de Pisa. As fotos nem ficaram nada de especial. Mas são as minhas perspectivas, de alguns dos locais mais fotografados do mundo.

 

Não são esses momentos "só nossos" que vale a pena recordar?

 

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Viagens Fotográficas de 2017 - O Livro

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Já há alguns anos que após cada viagem faço um livro com as fotos que tirei. Gosto de os folhear como quem viaja de novo. Por isso a ideia de transformar os meus posts em livro surgiu naturalmente o ano passado. E resultou tão bem que este ano repeti.

 

Tenho pena de não vos poder mostrar o resultado final. Já o tenho em casa e acho que ficou muito giro. Ver as fotos impressas dá-lhes uma vida diferente. Mas um livro destes em papel fica caro. São 200 páginas com papel de alta qualidade e capa dura (feito através da blurb). O melhor que posso fazer é oferecer-vos uma versão em PDF. É o agradecimento por passarem por aqui ao longo do ano e tornarem esta viagem que é o blog ainda mais divertida.

 

Podem fazer o download aqui. Espero que gostem.

 

Nota: Cuidado com os dados móveis. O livro tem 250 Mb.

 

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Um post com Graça!

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Sou uma desgraça em trabalhos manuais. Desenho, pintura, colagens, tudo. Ainda hoje estou desconfiado que os meus professores de Educação Visual só me passavam por pena. Até a pendurar quadros. Miserável. Dêem-me dez pregos para pôr na parede. Vão ficar os dez a alturas diferentes. 

 

A minha mãe não é assim. Está sempre a criar alguma coisa. Sejam bonecos em feltro, ou mantas em crochet, tricot. Mais recentemente até pinta pequenos móveis, para dar um ar mais alegre à casa.

 

Há uns meses achei que era giro que ela partilhasse os seus trabalhos num blog. Depois de alguma relutância, lá a convenci. E nasceu o Um ar de sua Graça. O nome só podia ser este. Escolhido pela graça com que a minha mãe escreve os seus textos, pela graciosidade com que a suas mãos criam estas pequenas maravilhas e... porque a minha mãe é Graça de nome.

 

Admito que sinto o peso da responsabilidade. Se as fotos não ficarem boas, não faço justiça ao seu trabalho. Então, quando vou a casa dos meus pais, vou com um sentido de missão. Tenho de inventar composições, escolher os fundos certos, encontrar a melhor luz. Ao mesmo tempo divirto-me imenso, claro.

 

Algumas das pessoas que por aqui passam, até já conhecem o blog. Não sabiam é que o "fotógrafo" era eu! Para aquelas que ainda não conhecem, que tal passarem por lá? Todos os post valem a pena, mas sugiro o primeiro? Uma história deliciosa do que a minha mãe fez com um tesouro da sua infância.

 

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(Sim, este boneco sou eu... E este quadro está na minha cozinha! ).

 

Hoje já lá está um post novo! Podem vê-lo aqui.

E já agora, porque não darem também uma vista de olhos ao instagram

 

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2299 fotos. Foram as que chegaram a casa, depois de 12 dias de férias. Entretanto fui apagando algumas, aquelas mesmo más. As que ficam tremidas, desfocadas, ou em que um turista mais ninja se atirou para frente da máquina.

 

Viajar para mim é tudo aquilo que escrevi no texto que publiquei ontem. Mas é também fotografar.

 

Uma vez ou outra, no entusiasmo fotográfico que me assola, digo para mim mesmo para desligar a máquina. Não quero ficar com a sensação de que só vi um sítio através da objectiva. Olho demoradamente para o que está à minha volta e tento fazer uma fotografia mental. Só minha. Porque afinal aquele é um momento que não se repete.

 

Depois de tudo, chego a casa, passo as fotos para o computador. Espero uns dias. Aprendi que é bom ter alguma distância da viagem antes de começar a ver as fotos.

 

Adoro este processo também. Ir escolhendo as preferidas, editá-las com calma. Até que fiquem como aquela "fotografia mental" que eu tinha tirado.

 

E depois... faço um livro.

 

 

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