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Ler Devagar - Ou porque gosto de livrarias

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Se fechar os olhos quase que ainda me consigo ver a entrar na Culsete, a livraria do bairro onde cresci, em Setúbal. O senhor Medeiros recebia-me sempre com um sorriso. Lembro-me perfeitamente dele. Muito magro e alto - ou era eu que ainda era muito pequeno? O fumo do cigarro não chegava para esconder o seu olhar curioso, que me acompanhava durante uns instantes, enquanto me perdia nos recantos da sua livraria, onde me pareciam caber todos os livros do mundo e as estantes formavam uma espécie de labirinto. Em cada prateleira um arco-íris, em que cada título prometia uma aventura, uma viagem, um novo mundo.

 

Acho que o meu gosto por livrarias vem desses tempos de miúdo. Há algo de reconfortante para mim em ver estantes cheias de livros, de cor, de história e estórias. Não é por acaso que um dos meus sítios preferidos de Paris é a Shakespeare and Company, ou que adorei o Ateneo Grand Splendid em Buenos Aires.

Por isso é estranho que ainda não tivesse visitado a Ler Devagar, eleita várias vezes uma das livrarias mais bonitas do mundo. Não deve haver nenhum blog ou conta de instagram que se preze que não tenha já mostrado a foto da rapariga numa bicicleta com asas, que paira sobre os visitantes, por cima da cabeça dos visitantes.

Um destes fins de semana passei finalmente por lá. Para tirar fotos, sim, mas também para me perder nos seus recantos, onde parecem caber todos os livros do mundo e cada título promete uma aventura, uma viagem, um novo mundo. Mais uma vez, lembrei-me do senhor Medeiros, que com o seu olhar curioso que o fumo do cigarro não conseguia esconder, me observava enquanto eu desaparecia no seu labirinto de livros. 

 

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Florença - A melhor loja de todo o sempre... é esta!

 Foi por acaso que dei de caras com esta loja. Chamou-me à atenção uma mancha de cor, numa rua perfeitamente banal de Florença.

 

Voltei atrás. Era uma loja pequenina, mas o que vendia era... inesperado. Quanto a vocês não sei como reagiriam, mas para mim foi impossível não ficar colado à montra, com um sorriso de orelha a orelha. Alinhados meticulosamente ao longo de várias prateleiras, arrumavam-se os únicos artigos vendidos nesta loja...  patinhos de borracha!

 

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Patos, e mais patos. Patos de filmes, patos de cidades, patos de profissões, patos que representavam casais de várias orientações sexuais. E até, imagine-se, patos que representavam outros animais. Um pato elefante, um pato panda, um pato ovelha... 

 

Comprei dois. Um pato Darth Vader (obviamente!) e um patinho amarelo, simples e mais pequenino que estes que aparecem nas fotos.

 

Mas não foi nada fácil escolher! Fico à espera de saber no comentário a vossa opinião, sobre qual é o pato mais engraçado. Eu pessoalmente não consigo dizer. Declaro um empato técnico. 

 

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Quando mais tarde nesse dia visitámos o miradouro da praça Michelangelo, decidi usá-lo como modelo para algumas das minhas fotos. Foi um sucesso. Até me vieram pedir se também podia tirar fotos à magnifica vista com o meu pequeno patinho amarelo no enquadramento. Foi um caso claro de empatia à primeira vista!

 

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A loja, apropriadamente chamada "Florence Duck Store", fica na Via della Vigna Nuova. Deixo no entanto a nota, este não é um post patocinado

 

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Fotografar O Asiático

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Há uns meses fui jantar ao restaurante O Asiático, gostei muito da comida, mas não só. A decoração é um dos pontos altos deste espaço. Afinal, os olhos também comem. 

 

O Asiático foi inspirado pelas viagens que o chef Kiko Martins fez pela Ásia, em particular pelo Japão e Nepal. Essa influência não é sentida apenas na excelência da cozinha, mas também na decoração do espaço. As referências asiáticas fazem-se sentir de maneira sóbria e elegante, em pequenos pormenores, um pouco por todo o espaço.

 

Gostei tanto, que decidi perguntar se podia passar por lá para o fotografar. Enviei um email à direcção comercial, que com grande simpatia, acedeu prontamente ao meu pedido.

 

E então, há duas semanas, no horário em que o restaurante fecha, entre o almoço e o jantar, lá fui eu. Máquina e tripé em punho, para o Príncipe Real.

 

A sessão em si teve alguns contratempos... Perdi demasiado tempo a perceber os melhores ângulos para fotografar, ou a tentar captar algumas dessas perspectivas exactamente como queria. O facto de o restaurante ser muito luminoso, embora excelente para quem desfruta do espaço, não ajuda quando o objectivo é tirar fotos, já que os contrastes provocados pelo Sol que entrava de rompante pela enorme zona envidraçada, dificultavam bastante o trabalho. E não pude fotografar o pequeno jardim interior, que esteve sempre ocupado pelos funcionários, que descansavam, comiam qualquer coisa, ou se reuniam a planear o jantar que se aproximava.

 

Nada que tenha impedido que me tenha divertido imenso a fotografar. Ou a ver a azáfama dos bastidores de um restaurante de renome. Só por essa experiência já valeu a pena.

 

Sem mais demoras, vamos ao prato principal deste post... as fotos.

 

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