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Os pavilhões do Parque - Uma jóia abandonada

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Andava com vontade de visitar as Caldas da Rainha desde que vi uma reportagem sobre os edifícios abandonados, que ainda elegantes, resistem à passagem do tempo no Parque D. Carlos I. No regresso a Lisboa, depois da visita ao Mosteiro da Batalha, o farto almoço pedia uma caminhada e este revelou-se o destino perfeito para um passeio. A localização é magnífica. No lago os patos e cisnes convivem com os barcos a remos, e os recantos de sombra sucedem-se entre as vastas áreas para brincar. Até existe um museu mesmo no centro do parque, dedicado ao grande pintor José Malhoa. No entanto é mesmo o enorme edifício abandonado que marca a paisagem, porque embora o interior esteja em estado preocupante, a fachada conserva a beleza de sempre.

 

A história remonta ao reinado de D. João V, quando se decidiu criar um parque de apoio ao hospital termal, para que os doentes em convalescença pudessem passear. No século XIX, Rodrigo Berquó, administrador do hospital remodelou profundamente o parque, tornando-o num dos mais atractivos e visitados do país. Ao mesmo tempo deu marcha ao seu sonho, criar uma estância termal de excelência, projectando os "pavilhões do parque”. Embora este enorme edifício tenha sido construído, quis o destino que nunca chegasse a cumprir a sua função. Nos 100 anos seguintes serviu de quartel militar, escola, esquadra de polícia e sede de várias entidades, até chegar ao estado de abandono em que hoje se encontra. Aparentemente a Câmara Municipal tem um plano para concessionar o espaço como hotel, mas o projecto tarda em arrancar. Esperemos que desta vez o sonho de Berquó saia do papel. Seria uma justa homenagem ver os "pavilhões do parque” finalmente a funcionar como um dos mais belos hotéis do país.

 

 

 

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