O Porto... faz pandã
No final do mês passado estive uns dias no Porto. Numa das vezes em que passei pelo Mercado Ferreira Borges, junto ao Palácio da Bolsa, reparei que quase tudo na cena que tinha à minha frente era vermelho. O mercado, o prédio em fundo, o mural que se desenhava em frente, o sinal de trânsito proibido e até a mota que por lá estava estacionada.
Só faltava que uma pessoa vestida de vermelho passasse, para dar ainda mais vida à cena. E fiquei à espera.
5 minutos.
10 minutos. Nada.
Passou uma senhora com uma mala vermelha, mas não era o suficiente.
15 minutos.
Aproximou-se um quispo vermelho altamente promissor (com uma pessoa dentro, atenção). Mas à última hora atravessou para o outro lado da estrada.
20 minutos.
Não ia passar a manhã inteira ali, até porque também não era o enquadramento mais deslumbrante do mundo. Comecei a ir embora. Hesitei. Só mais um bocadinho - pensei - E dei um passo atrás...
1 minuto.
Heis que finalmente... alguém de vermelho. O minuto extra tinha compensado! O resultado foi este:
Não sei bem dizer se a foto vale os 21 minutos de espera. Mas tal como outras parecidas, que tirei nesses quatro dias no Porto, esta imagem é o registo de um pequeno momento, em que tudo se conjugou como pensei. E que isso me dá um gozo do caraças... lá isso dá!
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