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Florença - A melhor vista da cidade

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Florença tem a vantagem de ser uma cidade praticamente plana, com os principais pontos de interesse sempre à distância de uma curta caminhada. O único sítio um pouco mais distante do centro, mas também um ponto obrigatório pela perspectiva panoramica de toda a cidade, é o miradouro da Piazza Michelangelo.
 
São 30 minutos a pé desde a ponte Vecchio, em ritmo de passeio, num percurso que só nos metros finais da subida se torna um bocadinho mais cansativo. Mas quando se tem uma vista destas, cada degrau vale bem a pena.
 

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O olhar da C.S. sobre as minhas fotos

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Olhem o que o mar trouxe até aqui ao blog? A C.S. do blog há mar em mim, enviou-me esta história inspirada por uma das minhas fotos. Continua a surpreender-me que as pessoas olhem para as imagens que crio e se sintam inspiradas a escrever textos tão criativos. E este da C.S. não é excepção, ora leiam:

 

Era hoje. O grande dia chegara. Ricardo não queria fazer asneira.


Eram sete horas, o sol tinha nascido há pouco. Levava a passada larga e a respiração acelerada. Corria todos os dias 45 minutos, hábito que lhe ficara daqueles meses de dolorosa separação. Tinha começado a correr porque não sabia o que fazer sem ela.


São estranhas as linhas em que a vida se vai escrevendo, pois Ricardo só compreendeu a dimensão dos seus sentimentos por Rita no dia em que ela, lavada em lágrimas, o deixou. Quando a porta da sua casa se fechou Ricardo sentiu o seu coração despedaçar-se. Uma dor que nunca havia experimentado antes apoderou-se dele. Lancinante. Impiedosa. Estranha. Pela primeira vez Ricardo soube o que era sofrer por amor.


Ele sempre fora o centro das atenções. Os seus olhos azuis sempre foram cobiçados pelo sexo feminino. De sorriso doce e fácil, nunca teve dificuldades em arranjar namorada, por isso namorou muito. Desinteressadamente. Saltando de relação em relação, sem se prender.


Foi a doce e recatada Rita que abalou o seu mundo. Ruiva, sardenta, de olhos verdes e demasiado grandes. Cruzaram-se no segundo ano da faculdade, quando ela se inscreveu numa disciplina extra ao seu currículo. Sentou-se ao lado de Ricardo sem nunca reparar nele. Era concentrada e tirava apontamentos sem parar. Ele não ouviu uma palavra do que o professor disse naquela aula, mas sabe exatamente a roupa que ela tinha vestida naquele dia.


Rita não acedera facilmente às insistências de Ricardo para que saíssem juntos. Ao contrário dele, não estava habituada a receber muita atenção. Mas não conseguia ficar indiferente aqueles olhos azuis e um dia acedeu ao convite dele. Apaixonaram-se com extrema facilidade. Namoraram catorze meses. Mas um dia, Rita descobriu que Ricardo, no jantar de fim de curso, demasiado bêbado, havia passado a noite a namoriscar com uma colega de turma. Confrontou-o. Gritou-lhe. Rita, que nunca perdia a sua serenidade, descontrolou-se. Chorou copiosamente e deixou-o.


O relógio apitou e trouxe-o ao presente. Embrenhado nas suas recordações e emoções Ricardo havia corrido mais que o habitual. Sentia-se cansado, mas feliz por ter conseguido reconquistar a sua Rita. Não fora fácil. Demorara meses, mas ela valera o esforço, a persistência e as noites mal dormidas em que ficara a arquitetar formas da surpreender.


Rita. A sua Rita. Tão bonita.


Hoje pedi-la-ia em casamento. Estava tudo planeado. Levá-la-ia ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa. Lá fariam um piquenique e Ricardo declarar-lhe-ia o seu amor. Entregaria a Rita o anel que comprara e dois bilhetes de avião com destino à cidade de sonho dela: Nova Iorque.


Rita. A sua Rita. Tão bonita. Todo o seu mundo.

 

Obrigado C.S.!

 

Estou a contar com as vossas participações! Para se inspirarem dêem uma vista de olhos pelo meu instagramEscrevam uma história de ficção, sobre um episódio da vossa vida, ou simplesmente sobre para onde a mente vos faz viajar. Enviem-me a vossa participação para o meu email (joaoandreqff@gmail.com) e irei publicando aqui no blog.

Estação de Metro do Bolhão

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Mesmo ao lado da Capela das Almas, fica a estação de metro do Bolhão. Com esta vizinhança, este seria um desafio para qualquer arquitecto. Mas claro que Eduardo Souto Moura, que desenhou as estações do Metro do Porto, não é um arquitecto qualquer e o resultado é um casamento perfeito com envolvente. As linhas são simples mas marcantes e a estação destaca-se sem destoar. Basta ver a opção tomada no revestimento da fachada. Os azulejos criam continuidade com a igreja, ao mesmo tempo que a predominância do branco não lhe rouba protagonismo.

 

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A Capela das Almas

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No Porto não faltam igrejas altamente fotogénicas. Sobretudo pelo hábito, pouco comum no sul do país, de revistir as fachadas a azulejos. Curiosamente, a mais impressionante de todas pertence a uma das igrejas mais pequenas da cidade.

 

É mais ou menos a meio da rua de Santa Catarina, muito perto do mercado do Bolhão, que fica a Capela das Almas. A traça é simples e as dimensões não impressionam por aí além, mas aquele azul tão vibrante tem o impacto de uma catedral. Sobretudo no enorme painel lateral, que mostra episódios da vida de São Francisco de Assis e de Santa Catarina.

 

Quando se tem uma cena destas à frente, não é preciso muito esforço para fazer boas fotos. E estas são das minhas preferidas, das que tirei neste saltinho à invicta.

 

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O novo conto da Catarina (do blog Idem, Aspas)

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Há uns tempos tive o enorme prazer de ver a Catarina, do blog "Idem, Aspas", escrever um conto maravilhoso inspirado por esta foto.

 

Quem conhece o blog já sabe que esta rapariga não pára e talento não lhe falta. E não é que decidiu voltar a esta foto, agora de uma nova perspectiva? Se estão curiosos leiam aqui o novo conto da Catarina. Se não estão... deviam  ler à mesma. Vão ver que dão o tempo por bem empregue!

 

Obrigado, Catarina.

Qual peça de xadrez num jogo tresloucado

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 Se existem câmaras de segurança no terraço da Casa da Música, os seguranças ainda hoje se devem estar a rir com as figuras que por lá andei a fazer para tirar esta foto.


Eu explico - Subi ao sétimo piso da Casa da Música, que permite o acesso ao fotogénico terraço. Já o tinha visto em fotos, no dia anterior, e já sabia a foto que queria. A ideia era apanhar uma pessoa naquele ponto para que convergem as linhas criadas pelo arquitecto Rem Koolhaas.


Assim que cheguei, percebi que não ia acontecer. Não estava ninguém no terraço e o restaurante, mesmo ao lado, estava completamente vazio. Pousar a máquina fotográfica no chão não era opção. Ia perder o efeito criado pelo padrão de azulejos do chão. Tirei a foto possível e voltei para trás, derrotado. E então, pelo canto do olho, vi um cinzeiro. Um daqueles baldes metálicos ou, como lhe passei a chamar carinhosamente, o meu tripé. E assim começou a cena, digna de um filme do Charlot.

Então era ver-me a passear o cinzeiro para trás, para a frente e para o lado, qual peça de xadrez num jogo tresloucado. Colocar o temporizador na máquina e correr para a posição. Claro que não ficava bem à primeira, nem à segunda, nem à terceira. E então ia tentando, até ficar no ponto certo. Ou até eu parecer uma pessoa com um andar normal, o que claramente não acontece em todas estas fotos.

 

Várias tentativas depois, graças ao meu tripé improvisado, lá fiquei minimamente satisfeito com algumas das tentativas. E tenho de admitir, até teve muito mais piada assim!

 

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