Às vezes acontece. Quando estou a ver fotos antigas, há uma que me salta do ecrã e pede uma segunda oportunidade.
Foi o caso desta. Nunca tinha dado por ela, e ontem vi-a como que pela primeira vez.
Tirei-a em Dezembro de 2010, em Toronto. Lembro-me que esta pintura me chamou à atenção, e de esperar que passasse alguém. Os meus amigos, meio impacientes, continuaram a percorrer a rua, e eu fiquei. Vi um borrão de cor, pelo canto do olho. Preparei a máquina. Numa velocidade lenta, para arrastar o movimento.
Click!
Não sei bem porque não liguei muito à foto, quando revivi a viagem em casa. Mas gosto dela. O contraste entre o tema da pintura, e o frio que se adivinha na realidade que a envolve. O homem que passa desinteressado, provavelmente ansioso por chegar a casa.
Resultou bem, o efeito de arrasto. Realça a indiferença do homem a esta leve promessa de dias mais quentes, e a pressa que o frio empresta ao seu passo. E até tive sorte na cor do casaco. O quente e o frio que se complementam. Nas cores e nos motivos.
Nunca tinha dado por ela, e ontem vi-a como que pela primeira vez... Acontece.
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A luz forte, com o Sol bem alto, raramente é a ideal para fotografar, mas no caso deste edifício, cria uma série de contrastes, sombras e reflexos, que o fazem brilhar ainda mais.
Foi numa dessas alturas que tirei estas fotos, e a luz dá-lhes um ar bem diferente da última imagem deste outro post, em que a foto foi tirada de manhã cedo.
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Aproveitei a semana dos feriados para dar uma volta. Escolhi Piodão.
Ainda não tive tempo para sequer olhar para a maioria das fotos que tirei, mas para a semana já terei um post mais completo para mostrar. Até lá, deixo aqui este olhar sobre a aldeia de Piodão, só para abrir o apetite...
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Há uns meses fui jantar ao restaurante O Asiático, gostei muito da comida, mas não só. A decoração é um dos pontos altos deste espaço. Afinal, os olhos também comem.
O Asiático foi inspirado pelas viagens que o chef Kiko Martins fez pela Ásia, em particular pelo Japão e Nepal. Essa influência não é sentida apenas na excelência da cozinha, mas também na decoração do espaço. As referências asiáticas fazem-se sentir de maneira sóbria e elegante, em pequenos pormenores, um pouco por todo o espaço.
Gostei tanto, que decidi perguntar se podia passar por lá para o fotografar. Enviei um email à direcção comercial, que com grande simpatia, acedeu prontamente ao meu pedido.
E então, há duas semanas, no horário em que o restaurante fecha, entre o almoço e o jantar, lá fui eu. Máquina e tripé em punho, para o Príncipe Real.
A sessão em si teve alguns contratempos... Perdi demasiado tempo a perceber os melhores ângulos para fotografar, ou a tentar captar algumas dessas perspectivas exactamente como queria. O facto de o restaurante ser muito luminoso, embora excelente para quem desfruta do espaço, não ajuda quando o objectivo é tirar fotos, já que os contrastes provocados pelo Sol que entrava de rompante pela enorme zona envidraçada, dificultavam bastante o trabalho. E não pude fotografar o pequeno jardim interior, que esteve sempre ocupado pelos funcionários, que descansavam, comiam qualquer coisa, ou se reuniam a planear o jantar que se aproximava.
Nada que tenha impedido que me tenha divertido imenso a fotografar. Ou a ver a azáfama dos bastidores de um restaurante de renome. Só por essa experiência já valeu a pena.
Sem mais demoras, vamos ao prato principal deste post... as fotos.
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Estava a passear pelo instagram quando, por acaso, vi um anúncio a um workshop de fotografia de viagem com o Joel Santos, organizado pela Canon.
O instagram encaminhava para a página do facebook, que também não explicava muitos pormenores, além da data e local. Pedia para enviar os dados de inscrição por e-mail, a quem estivesse interessado.
Nem pensei duas vezes. Escrevi tão rápido quantos os dedos me permitiram.
Afinal não é todos os dias que se tem oportunidade de fotografar ao lado do melhor fotógrafo de viagens do mundo.
Tive sorte, fui um dos vinte primeiros a responder. As inscrições fecharam quase tão depressa como começaram.
Foi um dia inteiro em Sintra e Cascais. De manhã um passeio pela vila de Sintra, e um belo almoço na Praia das Maçãs. À tarde, uma sessão fotográfica na floresta, e uma viagem até ao Cabo Raso, com lanche pelo meio. Em convívio com pessoas divertidas, com vontade de aprender, e uma organização exemplar. Aliás há que deixar os parabéns a toda a equipa da Canon Portugal responsável por este evento.
Curiosamente, quase não fotografei. Em Sintra foi complicado, ou pelo número de turistas, ou pelo próprio grupo, que entupia as ruas estreitas. Na floresta o espaço era ainda mais apertado, por incrível que pareça. E no Cabo Raso, o vento era tanto que o objectivo de fotografar o pôr do Sol foi posto de parte. As ondas embatiam com estrondo nas rochas, e o ar estava tão cheio de água, sal e poeira, que as objectivas ficavam imediatamente sujas.
E no entanto... foi um dia espectacular. Tive a sorte de conseguir estar quase sempre perto do Joel, mesmo ao almoço. E mais do que aspectos técnicos, que ele obviamente domina, ouvi as suas histórias. As situações incríveis porque passou em viagem. A maneira criativa como "inventou" várias das suas fotos emblemáticas. Como começou a fotografar, e a fazer disso vida.
Cada vez mais tenho noção que o mais importante em fotografia, muito mais que os aspectos técnicos, é a capacidade de ter uma visão própria e coerente. De ser capaz de identificar numa cena aquilo que nos cativa, e todo o processo que se segue para capturar esse momento da melhor maneira.
Nisso o Joel Santos é extraordinário. Como fotógrafo, claro, mas também como comunicador. Sempre disponível a explicar o seu processo. Nunca como uma pessoa que se acha melhor ou superior, mas como alguém que tem tanta paixão pelo que faz, que tem de partilhar as suas experiências.
E isso foi mesmo inspirador.
A Canon vai organizar mais workshops, com alguns dos melhores fotógrafos nacionais nas suas respetivas áreas. Incluindo o Fernando Guerra, um dos melhores dos mundo na fotografia de arquitectura. Estejam atentos ao facebook da Canon, porque vale a muito a pena ter o privilégio de participar num evento destes.
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