Este último fim de semana, aproveitei estar na "minha" Setúbal para dar uma volta pela serra da Arrábida. Há anos que não ia a um dos meus sítios preferidos, este miradouro, meio escondido pela vegetação, de onde se tem uma vista fantástica, desde a cidade e Tróia, até ao Portinho da Arrábida.
Demorei-me por lá. É fácil demorarmo-nos em sítios assim. Até tinha levado a máquina fotográfica, mas nem saiu do carro.
A foto acima, tirei com o telemóvel, antes de voltar à civilização, só para registar o momento... Por isso deixo aqui três outras fotografias, tiradas já há alguns anos.
Se não contarem a mais ninguém, eu digo onde fica.
Já tinha aqui colocado algumas fotos da minha visita à Carrasqueira, neste verão, bem como do cão que lá me recebeu.
Frequentemente gosto de voltar a algumas fotos mais antigas, só para experimentar outro tipo de edição, ou redescobrir alguma que me tenha passado despercebida. Neste caso, dei por mim a passar para preto e branco algumas delas, e gostei do resultado. Uma ou outra, das de hoje, é repetida, mas a maior parte ainda não tinha publicado aqui.
Visitar Nova Iorque é diferente de visitar qualquer outra cidade do mundo. Claro que todas as cidades têm as suas particularidades, mas neste caso é mais que isso. Esta é uma cidade que todos já conhecemos.
Pelo menos numa versão idealizada, todos visitámos Nova Iorque, em inúmeros filmes e séries de televisão. Afinal, o Empire State Building é o último refúgio de King Kong, o enquadramento da ponte de Manhattan, de Era uma vez no Oeste deve ser a cena mais conhecida de um filme que quase ninguém viu, e ninguém conseguirá contar quantos casais se reconciliaram em Central Park. É a cidade onde Harry conheceu Sally, que invasores extra-terrestres destruiram dezenas de vezes, ou em que um miúdo que ficou Sozinho em Casa se perdeu.
E mesmo assim, Nova Iorque consegue superar todas as expectativas. Conhecer uma cidade é andar pelas suas ruas, falar com quem lá vive, comer a sua comida. Sim, visitar todos aqueles sítios, que já vimos centenas de vezes, tem o seu lado mágico, quase surreal. Mas a cidade que nunca dorme tem uma energia muito própria, electrizante. A arquitectura, a oferta cultural e artística, a vida nas ruas, é tudo em grande. É tudo numa escala que nos faz sentir pequenos, mas ao mesmo tempo, que pertencemos ali.
Visitar Nova Iorque não é como visitar qualquer outra cidade do mundo. Porque Nova Iorque tem o mundo todo dentro de si.
Quando decidi ir a Cascais, há umas semanas atrás, fiz uma pesquisa rápida, para ver sítios engraçados para fotografar. Já sabia que a Casa das Histórias Paula Rego seria um deles, mas o resto estava em aberto.
Provavelmente, qualquer pessoa que conheça Cascais será capaz de adivinhar o sítio que escolhi. Já eu, na minha recém revelada ignorância, tenho de admitir, com alguma vergonha, que não conhecia o Farol de Santa Marta, ou a Casa de Santa Maria, mesmo junto ao centro da vila.
Apostado em corrigir essa lacuna, ou talvez como uma espécie de penitência, acordei de madrugada para apanhar a primeira luz da manhã. Afinal se me ia redimir, tinha de fazer a coisa como um verdadeiro fotógrafo de paisagem. E mais uma vez a maré baixa ajudou, pelo que pude fotografar a partir da praia de Santa Marta (quando consegui descobrir o caminho para lá chegar ).
O Farol de Santa Marta e a Casa de Santa Maria, estão abertos ao público, com espaços museológicos que podem ser visitados todos os dias (excepto à segunda-feira).
Um dos meus sítios preferidos em Setúbal, é esta pequena praia, junto ao Parque Urbano de Albarquel. Só com a maré baixa é revelado este segredo (um segredo muito mal guardado entre os Setubalenses), sendo possível percorrê-la a pé.
Um dos pormenores que dão ainda mais graça a esta paisagem, é a pequena árvore que, teimosa, decidiu desafiar a natureza, e ignorando as marés, escolheu crescer nesta varanda sobre o Sado. E quem a pode levar a mal? Afinal, esta é uma das mais belas vistas da região.