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Florença - David e o palácio meio vazio

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Chegámos à Galleria dell'Accademia, a galeria da Academia de Belas Artes de Florença, pouco antes das 10h. Na rua, a fila já era de algumas centenas de pessoas. A espera para entrar pode chegar a ser de horas. Felizmente fomos de Portugal já com os bilhetes reservados e não esperámos mais de 20 minutos.

 

Em pouco mais tempo que isso, faz-se a visita ao interior. O edifício não é grande. São pouco mais de meia dúzia de salas, com pintura e escultura, dos séculos XIII ao XVI. Gostei sobretudo de uma sala repleta de estátuas dispostas de maneira meio caótica,  cujas paredes são revestidas a centenas e centenas de bustos.

 

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No coração da exposição encontra-se, claro está, a estátua de David, uma das obras mais famosas de Michelangelo e uma das estátuas mais conhecidas do mundo. Essa fama tem os seus custos. É complicado fazer uma aproximação a David, sempre rodeado de dezenas de pessoas, cada uma a tentar guardar o momento para a posteridade (e para o facebook). Com algum esforço e jogo de cotovelos, lá me consegui aproximar. Só não sei se lhe consegui captar o melhor ângulo...

 

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Como a visita foi mais curta do que esperávamos, aproveitámos para ir visitar o Palácio Medici-Riccardi, apenas a dois quarteirões de distância. Sendo um dos vários palácios da poderosa família Medici, esperávamos ficar a conhecer um pouco mais da história da cidade. Aliás o que nos despertou a curiosidade foi precisamente uma crítica no Google Maps, em que um visitante dizia ter aprendido muito da história de Florença. Nada mais longe da verdade. O interior do palácio está praticamente vazio. Poucas salas para visitar também. Algumas delas com pouco mais que uma tapeçaria e uma cadeira a compor o espaço. Não há a mínima informação sobre a história palácio, da família Medici ou da cidade de Florença. Salvou-se, pelo menos, uma sala de conferências com um tecto absolutamente deslumbrante e uma pequena capela, toda revestida a frescos, magníficos no seu detalhe . Mas por 10€, ainda hoje estou na dúvida se valeu ou não a pena (Estou mais virado para o não...)

 

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Galleria dell'Accademia funciona das 08:15 às 18:20 e fecha à segunda feira. O bilhete custa 8€, mas deve ser comprado com antecedência.

 

Palazzo Medicci-Riccardi está aberto todos os dias, das 8:30 às 19:30. O bilhete custa 10€.

 

 

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12 sítios a não perder em Florença

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Mais de 500 anos depois, a cúpula do Duomo continua a dominar silhueta de Florença. Mesmo quando não é visível, a sua presença é sentida em toda a cidade. É o símbolo de uma cidade em que é impossível não sentir o peso da História. E poucas cidades do mundo foram palcos de tantas histórias como esta. Florença foi um dos maiores centros financeiros e culturais europeus desde a idade média, e como berço do Renascimento, teve um papel central no modo como hoje entendemos a arte e a ciência.

 
Talvez por isso a cidade pareça conviver surpreendentemente bem com os milhões de pessoas que a visitam anualmente. Os turistas vieram apenas substituir os artistas, mercadores, homens de ciência, que ao longos dos séculos convergiam para Florença, atraídos pelo pulsar de uma cidade que marcou o rumo da civilização.
 
Entre igrejas e palácios deslumbrantes, obras de arte icónicas, ou museus repletos de tesouros, Florença tem muito para ver. E no entanto, é uma cidade perfeita para visitar a pé, essencialmente plana e em que os principais pontes de interesse se encontram quase lado a lado.
 
Com tantos atractivos, já sabem que podem esperar muitas fotografias. Para já, deixo aqui doze. Uma por cada post que tenho em mente.
 
 
 Galleria dell’Accademia

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Admito que pensava que ia ver um enorme museu... Nem tanto. Só  meia dúzia de salas de pintura e escultura. Mas tal como é obrigatório ir a Roma e ver o Papa (eu falhei aí, bem sei), não se pode ir a Florença sem ver David.
 
 
Ponte Vecchio

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Consta que o próprio Hitler ordenou que a ponte fosse poupada, durante os bombardeamentos a Florença, na Segunda Guerra Mundial. Esta é apenas uma das histórias e lendas desta famosa ponte do Século XIV.

 
 
O rio Arno

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A relação da cidade com o Arno, merece também um olhar mais atento. Além da Vecchio, são oito as pontes que ligam as duas margens de Florença.

 
Lojas e espaços curiosos

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Em Florença abundam os recantos curiosos. Algumas lojas são muito antigas, outras apenas muito originais. Tanto assim que este tema irá merecer mais que um post.
 
 
Praças e Igrejas 

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Em Itália existe uma igreja em cada praça (ou pelo menos assim parece). É engraçado ver como grande parte das igrejas da cidade se inspiraram na fachada da Catedral. Foi claramente um estilo que fez sucesso na época.
 
 
Experiência Leonardo da Vinci

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Uma experiência multimédia sobre um dos mais famosos habitantes da cidade.
 
 
Galleria degli Ufizzi

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Um dos mais antigos museus de arte do mundo e um dos vários palácios da poderosa família Medici.
 
 
Palazzo Pitti

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Quem vê este palácio por fora, dificilmente fica com ideia do que vai encontrar no interior. Sim é um edifício descomunal. Mas a austeridade da fachada não deixa adivinhar as riquezas que guarda. Um dos espaços mais impressionantes que já visitei.

 

Jardins Boboli

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Os jardins do palácio Pitti são igualmente descomunais. Tanto que nem conseguimos visitar tudo. Até porque merecem um passeio com calma, para explorar os vários recantos.

 

Piazalle Michaelangelo

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A vista sobre a cidade justifica plenamente a íngreme subida.

 

Santa Maria del Fiore (Duomo di Firenze)

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Sem dúvida um dos monumentos mais bonitos do mundo. A catedral é absolutamente deslumbrante, com os seus acabamentos a mármore branco e verde e a enorme cúpula - emblemática da cidade. Mas este complexo engloba ainda o Batistério (edifício octogonal em frente à Catedral), a torre sineira e um museu. Sem dúvida que vai merecer mais que um post.

 

Palácio Vecchio

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Datado do final do século XIII este palácio funciona ainda hoje como a Câmara Municipal de Florença.

 
 
 
Para terminar, deixo algumas conselhos para quem pensa Florença.
 
 
Bilhetes e Filas:
 

Os bilhetes para a Ufizzi, a ​Galleria dell’Accademia e o Duomo (sobretudo para a subida à cúpula), devem ser comprados online, antes da viagem. Existem filas especiais para quem já tem bilhete, e a diferença no tempo de espera é considerável. Além disso, em dias de maior afluência os bilhetes podem esgotar rapidamente.

 

Para os restantes sítios, mesmo para o Palácio Pitti, os bilhete podem ser adquiridos no local, sem grandes esperas.

 

As filas parecem todas enormes, mas até andam depressa. E nunca tive de esperar muito tempo.

 
Turistas:
 

Julho e Agosto são meses a evitar, se possível. São os meses onde se verificam as maiores enchentes.

 

Achei Florença uma cidade segura. Muitos polícias e militares em todo o lado. Mas como em qualquer local com grandes aglomerações de pessoas, convém ter cuidado com os carteiristas.

 

Visitas:
 

É boa ideia reservar um dia inteiro só para o Palácio Pitti e os jardins Boboli. O palácio é na verdade um complexo de vários museus e os jardins são enormes.

 

Recomendo vivamente ver o pôr do Sol do miradouro da ​Piazzale Michelangelo, ou numa das pontes da cidade.

 

Comida:
 

Para quem gosta de boa carne, têm de experimentar a bisteca. Um descomunal bife grelhado, que se vende ao peso, e tem um sabor e textura divinais...

 

Os gelados artesanais. É difícil falhar na escolha da gelataria, e há uma quase a cada esquina. A gelataria La Carraia, junto à ponte do mesmo nome, foi-me altamente recomendada  e não desiludiu.

 

 

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Quem espera nem sempre alcança

A estrada até Piodão não passa onde se quis construir, mas onde o serpentear da serra deixou. São curvas e contra-curvas, sempre com uma vista deslubrante. Enquanto descia até ao fundo do vale, reparei uma zona da estrada que enquadrava a pequena aldeia na perfeição. Em primeiro plano a estrada, lá mais em baixo fazia uma espécie de "S". Fiquei logo com ideias.

 

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Giro, giro, era se conseguisse apanhar o rasto das luzes de um carro, a marcar aquele "S" da estrada, com uma longa exposição - pensei.

 

No dia seguinte, depois de jantar, conduzi até ao "miradouro" que tinha escolhido. Esperei.

 

Esperei. 

 

Esperei mais um pouco. 

 

O meu plano tinha uma pequena falha, aparentemente. A estrada tem pouco movimento. Sobretudo à noite, é raro passar um carro. Esperei quase uma hora... e finalmente ouvi o som de rodas no alcatrão. 

 

Um carro passou por mim... Não sem antes os ocupantes me lançarem um olhar meio incrédulo. 

 

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Só que entretanto, eu já tinha mudado o tripé para outro sítio, um pouco mais acima na estrada. Hesitei em voltar atrás, mas não queria perder a oportunidade. O enquadramento ali não era tão bom... Mas já tão tinha tempo para emendar. 

 

Esperei mais um pouco... As árvores não me deixavam ver o percurso do carro, por isso guiei-me pelo ouvido... 

 

Click. 

 

Falhei o timing! Só apanhei o rasto dos faróis já a meio da estrada. 

 

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Arriverdeci Itália!

Há destinos para onde viajamos antes mesmo de sair de casa. Por vezes começa com uma foto, um texto, ou no cenário de um filme que vimos. São sítios que nos capturam a imaginação, uma e outra vez. Até que um dia, temos a viagem planeada e estamos a entrar no avião.

 

Foi assim com a Toscana. Há já alguns anos que por lá viajava. Passeava pelas fotografias de vilas medievais em colinas sobranceiras a campos ondulantes; impressionava-me com a riqueza arquitectónica e cultural de Florença ou Siena; entusiasmava-me com a ideia de descer os caminhos à volta dos quais pequenas aldeias se arrumam, em socalcos rochosos junto à costa. 

 

O mês passado fiz tudo isso, numa viagem de cerca de dez dias. Tenho muitas fotografias para mostrar e textos para escrever. São posts que irão saindo com tempo, ao longo das próximas semanas. Por hoje deixo apenas sete imagens. Uma por cada sítio que visitei.

 

Muito ficou por ver, é certo. Mas Itália é um país onde a despedida trás a certeza do regresso. Ou não tivessem os italianos inventado uma palavra precisamente para isso...

 

Arriverdeci Itália!

 

Florença

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Cinque Terre

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As vinhas de Chianti

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 Pisa

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 Lucca

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Siena

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 San Giamignano

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Chiesa di Sant'Antonio dei Portoghesi em Roma

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Numa rua insuspeita de Roma, a caminho do Castelo de Sant'Angelo, passei por uma igreja. Nada de extraordinário, em Itália quase há uma igreja a cada esquina. Mas assim pelo canto do olho, vi qualquer coisa que me chamou à atenção. Voltei para trás e li...


"Chiesa di Sant'Antonio dei Portoghesi" - dizia uma placa.

 

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Lá no alto da fachada, o brasão de armas português. Um elemento decorativo que se repete várias vezes no interior, ricamente decorado e cuja jóia é um orgão que impressiona pela sua dimensão e beleza. Curioso, investiguei um pouco mais sobre esta minha descoberta, que é afinal a igreja nacional da comunidade portuguesa em Roma.

 

Foi construída no século XVII, num local onde já existia um albergue para os peregrinos portugueses que se deslocavam à cidade. Esse albergue ainda funciona, explorado por privados, mas reserva sempre alguns quartos para estudantes e investigadores lusos. A igreja está inserida no Instituto Português de Roma, gerido pelo Estado Português, e onde se organizam exposições, conferências e se leccionam aulas de português para estrangeiros.

 

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E o orgão de que falei? Foi reconstituido em 2008, para substituir um instrumento idêntico que tinha sido roubado durante as invasões francesas. Com 2500 tubos é um dos melhores orgãos do mundo. Todas as semanas são organizados concertos. Este ano, por ocasião das celebrações das aparicões de Fátima e da canonização de Francisco e Jacinta, realizaram-se vários espectáculos comemorativos. De homenagem a Portugal, a Fátima e até ao Fado.

 

Uma jóia portuguesa em Roma, que encontrei completamente por acaso. E a prova que conhecer uma cidade é bem mais que seguir os roteiros dos guias turisticos.

 

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A "igreja de Santo António dos Portugueses" fica na Via dei Portoghesi, na zona de Campo Marzio, apenas a 5 minutos a pé da Piazza Navona (ver mapa).

 

  

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Fontana di Trevi e a horda de turistas

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Como em qualquer destino de viagem mais famoso, há imensos turistas em Roma. No sentido em que, comparativamente, Lisboa parece uma cidade fantasma. E não são como os turistas ninja, de que já aqui tenho falado. Não. É uma estirpe bem mais nefasta para quem gosta de fotografar. Uma espécie de horda de zombies, só que em vez de procurarem comida, têm as selfies como objectivo primordial.

 

Esta massa de turistas, funciona com base em marés, "pensando" como um só organismo. Começa a invadir os pontos mais famosos das cidades após o pequeno almoço, retirando-se depois do jantar. O seu mecanismo primordial de subsistência é o "selfie stick", com o respectivo telemóvel agarrado na ponta. Marcham cegamente até ao ponto mais frontal do monumento escolhido (ou em casos mais graves, a fachada de uma loja de uma qualquer marca de luxo), e aí ficam, degladiando-se pela melhor posição. Enquanto fazem diversas poses e caretas.

 

Este turista tem como principal característica o facto de nunca chegar a olhar de frente para o monumento que está a observar, vendo-o apenas através do ecrã do telemóvel, ocupado em grande parte pela sua cara sorridente.

 

Este foi então o cenário com que me deparei quando cheguei à Fonte de Trevi. A foto do início do post foi obtida após muita paciência e um ou outro encontrão mais vigoroso. Porque o cenário real era o que se pode ver nas fotos abaixo. 

 

Como comparação têm estas duas fotos. Uma boa maneira de verem que a "edição" de uma imagem começa muito antes de ela chegar ao computador. O que se deixa dentro ou fora do enquadramento, tem muito mais impacto a alterar a percepção de quem vê a fotografia, que qualquer filtro do instagram.

 

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