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João Freitas Farinha - Fotografia

João Freitas Farinha - Fotografia

O Fotógrafo e a Raposa

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Andava eu a rever umas fotografias de Boston, que tirei em 2010, quando ao olhar para esta panorâmica, por mero acaso, reparei no que me pareceu ser um animal. Num cais. No meio do rio. Em pleno centro da cidade. 

 

- É um cão - pensei? Fiz zoom... e não, acho que não! Parece-me mesmo uma raposa, a julgar pela cauda! 

 

- O que faz uma raposa em pleno centro da cidade, no meio do rio Charles? - perguntam vocês? Pois. Também não faço ideia... 

 

Mas que tem piada, tem. Tal como o facto de uma fotografia ainda nos poder surpreender, mesmo que sete anos depois de ter sido tirada!

 

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Curioso

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Os esquilos estão sempre com um ar algo suspeito. Tanto podem estar apenas intrigados com a máquina fotográfica, como a planear friamente a melhor maneira de roubar a comida que uma pessoa trás no bolso... Pelo menos este esquilo, se tinha algum plano maléfico em mente, optou por não o executar...  

 

 

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Chicago

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Já tinha escrito aqui sobre Chicago, uma das cidades mais cosmopolitas, vibrantes e elegantes do mundo. A maior cidade do estado de Illinois é quase um museu a céu aberto, para qualquer amante de arquitectura. Estilos mais modernos e mais clássicos, convivem numa harmonia pouco comum. Chicago cresceu e pensou-se como poucas metrópoles. Cada edifício faz sentido onde está. Cada rua ou avenida encontra a próxima, numa lógica que nos faz pensar, só podia ser assim. Os monumentos reflectem, literalmente em alguns casos, a arquitectura que os rodeia. 

 

É uma cidade onde se respira arte e cultura. Mas também onde os parques amplos e a relação privilegiada com o lago Michigan, ajudam a que em Chicago não se sinta a sensação de quase claustrofobia, que outras cidades americanas podem dar, fruto da grande densidade de construção. Existem inúmeras visitas guiadas dedicadas à arquitectura. Desde passeios de barco pelos canais que entram pela cidade, até visitas guiadas ao interior de vários edifícios. O museu de arte de Chicago tem também uma colecção fabulosa, que quase merece a viagem só por si. Sem dúvida uma cidade que deve estar muito alto nas listas de sítios a visitar, para qualquer viajante que se preze.

 

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O mundo todo numa cidade

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Visitar Nova Iorque é diferente de visitar qualquer outra cidade do mundo. Claro que todas as cidades têm as suas particularidades, mas neste caso é mais que isso. Esta é uma cidade que todos já conhecemos.

 

Pelo menos numa versão idealizada, todos visitámos Nova Iorque, em inúmeros filmes e séries de televisão. Afinal, o Empire State Building é o último refúgio de King Kong, o enquadramento da ponte de Manhattan, de Era uma vez no Oeste deve ser a cena mais conhecida de um filme que quase ninguém viu, e ninguém conseguirá contar quantos casais se reconciliaram em Central Park. É a cidade onde Harry conheceu Sally, que invasores extra-terrestres destruiram dezenas de vezes, ou em que um miúdo que ficou Sozinho em Casa se perdeu.

 

E mesmo assim, Nova Iorque  consegue superar todas as expectativas. Conhecer uma cidade é andar pelas suas ruas, falar com quem lá vive, comer a sua comida. Sim, visitar todos aqueles sítios, que já vimos centenas de vezes, tem o seu lado mágico, quase surreal. Mas a cidade que nunca dorme tem uma energia muito própria, electrizante. A arquitectura, a oferta cultural e artística, a vida nas ruas, é tudo em grande. É tudo numa escala que nos faz sentir pequenos, mas ao mesmo tempo, que pertencemos ali.

 

Visitar Nova Iorque não é como visitar qualquer outra cidade do mundo. Porque Nova Iorque tem o mundo todo dentro de si.

 

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A todo o GÁS!

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Cobleskill é uma daquelas pequenas cidades insuspeitas, dos filmes americanos, em que as maiores atribulações acontecem. E como num desses filmes, foi um golpe do destino que lá nos levou.

 

Tinhamos saído de carro de Chicago, passado por Detroit, e por Toronto, e agora iamos para a costa este, rumo a Boston. Das cataratas do Niagara, de onde saímos, até ao destino, são quase 900 km, e esta foi a única etapa da viagem em que não planeámos completamente. Tinhamos pensado que provavelmente não iriamos fazer tudo de uma vez só, mas não tinha ficado definido. Nem quando nos fizemos à estrada, no carro que tinhamos alugado para esta aventura. Se estivéssemos demasiado cansados, dormíamos algures a meio do caminho.

 

A cerca de dois terços da viagem, com a neve a não dar tréguas, reparámos que o ponteiro da gasolina estava a descer ainda mais que o da temperatura. Nada de preocupante, o GPS tinha a indicação dos postos de combustível. Primeiro posto, falhámos a saida. Não faz mal, havia outro, umas dezenas de km mais à frente. Estava fechado. Com a gasolina na reserva já há algum tempo, demasiado tempo, o GPS não dava indicações de postos próximos. Claro que para ajudar, a neve era soprada cada vez com mais força, a estrada parecia cada vez mais escura e estreita, e carros já nem se viam, em qualquer dos sentidos. E não sei se mencionei. Deviam ter para aí 1 ou 2 da manhã.

 

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Eis que, qual oasis no meio do deserto, surge a placa "Cobleskill". Uma cidade! Estamos safos! Com o carro já a funcionar à base de fumos e boa vontade, vislumbrámos ao longe a palavra mágica "GAS".

 

Finalmente! Parámos o carro e dirigimo-nos à funcionária da bomba, do outro lado do vidro. Sorriso nos lábios. Estávamos salvos! 

 

"Please, can we put some gas?"


"No. This station is closed."

 

"But we came from so far, please let..."

 

"GO AWAAAAY. I'LL CALL THE POLICE. GO AWAAAAAAAAAY. GO AWAAAAY. I'LL CALL THE POLICE. GO AWAAAAAAAAAY".

 

Afinal ainda não. Não iamos por gasolina.

 

Mas nem tudo correu mal. Ainda tivémos a lucidez para olhar à volta. Mesmo ao virar da esquina, havia um hotel. Milagre dos milagres, uma cama, finalmente! 

 

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No dia a seguir, já descansados, e com o posto de gasolina aberto, entrámos no carro. Finalmente podiamos abastecer.

 

Volta à chave, na ignição. Já não pegava. Não faz mal. O hotel ficava num alto, e para descer a gravidade serve. E... abastecemos o carro!

 

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Rumo a Boston!

 

Windy City

Nada como pensar em Chicago, nestes dias de vento frio, para me lembrar que podia estar muito pior. Chicago não é conhecido como "Windy City" pelas suas agradáveis brisas. No entanto é das cidades mais cosmopolitas, vibrantes e elegantes que já visitei, muito mais que Nova Iorque até, e merece bem uma visita (preferencialmente não no inverno).

 

Na edição a preto e branco destas fotos, dei-lhes um ligeiro tom azulado, para realçar a sensação de frio, e só escolhi aquelas em que estava a nevar. Digam lá que agora até parece que hoje não está assim tão desagradável na rua?

 

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