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O olhar da Joana sobre as minhas fotos

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Já espreitaram o Quiosque hoje?

 

A Joana voltou a destacar uma história que tinha publicado há uns dias. Conta um dos momentos que mudou a sua vida. Mesmo antes de ainda ter nascido. 

 

Foi esta foto do Cabo Espichel que a levou a contar este episódio. Tão bem escrito, no seu estilo tão particular. Mas até à foto ela decidiu dar um toque pessoal e apresentá-la de uma maneira diferente. Passem pelo Quiosque e vejam como ficou. Vale mesmo a pena.

 

Para aguçar a curiosidade, deixo aqui um excerto, mas para lerem o resto... já sabem onde ir!

 

 

Há muito tempo atrás.

Não havia contos de fadas. A vida era dura. Para muitos. Para a maioria.

Maria apaixonou-se por Joaquim. E, Joaquim por Maria.

Foi o Alentejo que os uniu. E o olhar mais bonito do mundo. O mais doce. E intemporal.

 

 

Estou a contar com as vossas participações! Para se inspirarem dêem uma vista de olhos pelo meu instagram. Escrevam uma história de ficção, sobre um episódio da vossa vida, ou simplesmente sobre para onde a mente vos faz viajar. Enviem-me a vossa participação para o meu email (joaoandreqff@gmail.com) e irei publicando aqui no blog.

 

 

O olhar da Catarina sobre as minhas fotos

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Hoje trago-vos um texto da autora de um dos blogs que mais gosto de ler. A Catarina Duarte, do blog (in)sensatez. Desta vez não é um conto, mas uma reflexão sobre Lisboa e o momento que vivemos. Se conhecem o (in)sensatez, sabem a paixão com que a Catarina escreve sobre a sua cidade e as causas em que acredita. É por isso com enorme orgulho que a vejo escrever sobre estes temas a propósito de uma das minhas fotografias.

 

 

Depois te ter dito que não conseguia escolher uma imagem de entre tantas, tão boas, que o João fotografa, depois de muito andar com o feed do instagram para cima e para baixo, lá parei em frente desta. E por ali me deixei ficar. De um momento para o outro, estava escolhida a minha fotografia.

 

Porquê esta?

 

Porque, na minha perspetiva, ela define o modo como eu vejo a fotografia: ângulos e linhas, mesmo quando não há simetria, mesmo quando está cada um para seu lado, mesmo quando os desvios estão de costas voltas, as linhas cruzadas e tortas e estreitas e encolhidas, mesmo quando um carro passa para sujar, como se essa falta de esquadria, essa falta de limpeza, ainda desse mais piada à própria orientação estética da imagem.


Mas também porque é actual. Numa altura em que se discute tanto o cor-de-rosa e o azul, numa altura em que o cor-de-rosa é de meninas mas também, de forma quase obrigatória, de meninos; numa altura em que o azul é de meninos mas também, de forma quase obrigatória, de meninas, estes dois edifícios, existem, lado a lado, escolhidos, desenhados e, principalmente, pintados, talvez por homens, talvez por mulheres, para embelezar esta cidade que se quer justa, que se quer tolerante, que se quer igualitária.


Por todas estas razões mas, talvez, agora que penso nisto, por nenhuma em concreto. Na verdade, Lisboa, como bem sabemos, não precisa de fazer nada, vaidosa e dissimulada, estendida neste rio que lhe reflete constantemente a beleza, limita-se apenas a existir, com o único propósito de a conseguirmos fotografar.

 

Obrigado Catarina 

 

Estou a contar com as vossas participações! Para se inspirarem dêem uma vista de olhos pelo meu instagramEscrevam uma história de ficção, sobre um episódio da vossa vida, ou simplesmente sobre para onde a mente vos faz viajar. Enviem-me a vossa participação para o meu email (joaoandreqff@gmail.com) e irei publicando aqui no blog.

O olhar da Cátia sobre as minhas fotos

 

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Há algumas semanas, a Cátia do blog Em busca da felicidade, surpreendeu-me ao enviar uma história da sua autoria, imaginada a partir de uma fotografia minha. Uns dias depois, foi a C.S., do Há mar em mim,  que gostou tanto de uma foto que publiquei no instagram, que decidiu escrever uma história que a acompanhasse. Sobretudo senti-me incrivelmente lisonjeado que alguém veja algo que fotografei e se sinta inspirado a criar uma história à sua volta. 

 

Daí começou a nascer uma ideia... Tinha piada fazer disto uma rubrica recorrente! E por isso deixo aqui o convite, a todos os que por aqui passam. Dêem uma vista de olhos pelo meu instagram. Se se sentirem inspirados a escrever uma história de ficção, a partilharem um episódio da vossa vida, ou simplesmente a explicarem porque gostam de uma determinada foto, enviem-me a vossa participação para o meu email (joaoandreqff@gmail.com). Depois irei publicando aqui no blog.

 

Para lançar esta rubrica, relembro aquele que se veio agora a tornar o texto inaugural desta rubrica. O conto que a Cátia escreveu depois de ver a foto que ilustra este post:

 

 

Debaixo da velha arvore os dias nascem e terminam com a mesma beleza. Levo a máquina comigo e disparo a cada imagem que me prende a atenção. O silêncio permite-me a concentração necessária para me perder na beleza simples que me rodeia. De fininho aproxima-se um gato tartaruga, daqueles com manchas laranjas. Meigo e curioso aproxima-se da minha optica, eu: disparo. Capto a imagem da curiosidade inocente de um felino que conhece a vida pela calma que ela tem. Roça-se nas minhas pernas e sem aviso troca-me por outras atenções. Vejo-o subir em direção a uma menina; o cabelo num rabo de cavalo daqueles que se fazem nas manhãs sem escola. Veste uma blusa simples e uns calções escolhidos pela mãe que não está preocupada esta manhã. Não gastou tempo com as cores que condizem. Vão só beber café e a menina, essa vai andar às voltas com o gato do senhor do Zé.
A menina procura-o com os olhos. Não o encontra.
Ele já a viu. Já sentiu a presença daquela que o afaga nos dias de descanso. Nos dias em que ela lá volta ele é mais feliz.
Aproxima-se manso da sua pequena amiga, aquela que lhe estende a mão para a festa de cumprimento. Cabeça baixa, mostra que a conhece, que lhe tem saudades.
Ele baixa-se para o cumprimentar mais perto. Talvez um cumprimento que apenas menina e gato conhecem.
Eu disparo. Guardo o momento com a optica da minha máquina. Penso na história por detrás de cada imagem. Lembro-me que a vida é feita de momentos felizes e de como é bom saber guarda-los para recordar.

 

 

Para a semana há um novo conto. Desta vez da autoria da C.S. Para participar, escolham uma fotografia no meu  instagram e enviem o vosso texto para joaoandreqff@gmail.com.

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