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Florença - Experiência Leonardo da Vinci

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Os cartazes que se viam na rua chamavam à atenção. A Leonardo da Vinci Experience prometia uma experiência multimédia única, sobre a vida de um dos mais fascinantes habitantes de Florença.

 

Comprámos bilhete, a uns exorbitantes 15€. A entrada fazia-se pela lateral do que parecia ser um antigo convento. Dava acesso a uma pequena sala com alguns cartazes informativos, duas ou três maquetes e uma experiência de realidade virtual que até poderia descrever como pobre e desinteressante, se não tivesse passado o tempo entretido a tentar o impossível - que a imagem dos óculos ficasse focada.

 

Felizmente havia mais para ver. Umas escadas davam acesso uma uma sala enorme. Era a nave de uma antiga igreja. A toda a volta enormes telas mostravam imagens da obra de da Vinci. Não era particularmente informativo, mas o efeito era impressionante e ficámos ali, largos minutos, enquanto se sucediam pinturas, invenções e imagens de manuscritos do mestre renascentista.

 

Não sei bem se compensou os 15€ que paguei, mas a verdade é que deu para umas fotos engraçadas. E isso já vale alguma coisa!

 

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Quem espera nem sempre alcança

A estrada até Piodão não passa onde se quis construir, mas onde o serpentear da serra deixou. São curvas e contra-curvas, sempre com uma vista deslubrante. Enquanto descia até ao fundo do vale, reparei uma zona da estrada que enquadrava a pequena aldeia na perfeição. Em primeiro plano a estrada, lá mais em baixo fazia uma espécie de "S". Fiquei logo com ideias.

 

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Giro, giro, era se conseguisse apanhar o rasto das luzes de um carro, a marcar aquele "S" da estrada, com uma longa exposição - pensei.

 

No dia seguinte, depois de jantar, conduzi até ao "miradouro" que tinha escolhido. Esperei.

 

Esperei. 

 

Esperei mais um pouco. 

 

O meu plano tinha uma pequena falha, aparentemente. A estrada tem pouco movimento. Sobretudo à noite, é raro passar um carro. Esperei quase uma hora... e finalmente ouvi o som de rodas no alcatrão. 

 

Um carro passou por mim... Não sem antes os ocupantes me lançarem um olhar meio incrédulo. 

 

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Só que entretanto, eu já tinha mudado o tripé para outro sítio, um pouco mais acima na estrada. Hesitei em voltar atrás, mas não queria perder a oportunidade. O enquadramento ali não era tão bom... Mas já tão tinha tempo para emendar. 

 

Esperei mais um pouco... As árvores não me deixavam ver o percurso do carro, por isso guiei-me pelo ouvido... 

 

Click. 

 

Falhei o timing! Só apanhei o rasto dos faróis já a meio da estrada. 

 

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Manifesto Pró-Almada Negreiros

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BASTA PUM BASTA!

 

ALGUÉM AINDA NÃO FOI À GULBENKIAN? BASTA DE DESCULPAS!

 

UMA GERAÇÃO QUE DEIXE PASSAR ESTA EXPOSIÇÃO É UMA GERAÇÃO QUE NÃO SABE O QUE PERDE! NÃO VER A OBRA DE ALMADA NEGREIROS É INDIGNO, ABAIXO DE ZERO!

 

ABAIXO ESSA GERAÇÃO!

 

VIVA O ALMADA, VIVA!  PIM!

 

UMA GERAÇÃO COM UM ALMADA, PASSA DE BURRO PARA CAVALO!

 

ALMADA PINTA, DESENHA. ALMADA ESCREVE, REPRESENTA. ALMADA FAZ TUDO. E FAZ BEM!

 

ALMADA É HABILIDOSO!!

 

ALMADA É ARTE!

 

ALMADA É GÉNIO!

 

VIVA O ALMADA, VIVA! PIM!

 

SIM, ALMADA VESTIA ROUPAS ESTRANHAS, ATACAVA AS MENTES TACANHAS, EM MANIFESTOS NO ORPHEU.

 

MAS DO DANTAS SÓ SE SABE QUE CHEIRAVA MAL DA BOCA, E FOI ALMADA QUE PERMANECEU!

 

VIVA O ALMADA, VIVA!  PIM!

 

 

Já conhecia e admirava Almada Negreiros. Pelo menos o Almada que todos conhecem, mesmo que não lhe saibam o nome; o Almada que tem o painel na entrada principal da Gulbenkian, cujos desenhos decoram a estação de metro da Saldanha; e claro, o Almada do Manifesto Anti-Dantas, que serviu de inspiração para o início deste post.

 

Menos inspirado foi o início da minha visita à exposição “Almada Negreiros – Uma Maneira de Ser Moderno”, que ocupa das duas salas de exposições temporárias da Gulbenkian, até 5 de Junho. Tirei uma fotografia, a primeira deste post, e fiquei sem bateria na máquina fotográfica. Claro que, além disso, me tinha também esquecido da bateria suplente! João Farinha – Mais Uma Maneira de Ser Distraído.

 

Mas quem não tem máquina fotográfica, fotografa com telemóvel. Nada que não se resolva.

 


Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.


José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927

 

 

Mas se a visita se iniciou com um pequeno contratempo, percorrer a exposição foi descobrir um artista que escapa a qualquer categorização. Um homem que nunca teve qualquer formação em arte, mas que dominou com mestria vários estilos e materiais.

 

A exposição, comissariada pela historiadora de arte Mariana Pinto dos Santos – que merece todos os elogios – é notável na coerência e naturalidade com que nos apresenta uma obra tão vasta e diversa.

 

Estão lá os quadros e desenhos mais famosos de Almada Negreiros, mas estes representam uma pequena parte dos mais de 400 trabalhos expostos. Muitos dos quais, podem agora ser vistos pelo grande público pela primeira vez.

 

Ao longo das duas salas, encontram-se quadros a óleo, vitrais, esboços e estudos para murais e painéis decorativos, ou ilustrações para cartazes publicitários e desenhos humorísticos. E não há uma única destas peças que não mereça um olhar atento e prolongado.

 

Impressionaram-me particularmente um desenho a carvão, cuja tridimensionalidade é absolutamente hipnótica, ou um conjunto de três quadros que homenageia a famosa pintura da guitarra de Amadeu de Souza-Cardoso, seu contemporâneo. Duas das muitas obras que desconhecia por completo.

 

Depois da visita, só me apetece dizer, Almada não era moderno. Nem à frente do seu tempo. Almada é intemporal.

 

Arranje-se tempo sim, para visitar esta exposição absolutamente imperdível. Não o fazer é “indigno, abaixo de zero!”

 

 PIM!

 

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Informações:

 

Fundação Calouste Gulbenkian

 

A exposição pode ser visitada até ao dia 5 junho das 10:00 até 18:00. Excepto às Quintas e Sábados, em que visita se faz até às 21:00.

 

Encerra às Terças.

 

Cada bilhete normal custa 5€. 

 

 

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MUDE Fora de Portas - Cidade Gráfica

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Já há algumas semanas que andava a ver, no Instagram, fotos deste letreiro luminoso. "RITZ". 

 

Descobri que fazia parte da exposição “Cidade Gráfica. Letreiros e reclames de Lisboa no século XX”, organizada pelo MUDE, e instalada no Convento da Trindade, já que o museu se encontra em obras.

 

Na exposição podem ser vistos letreiros comerciais e industriais, que um dia fizeram parte do imaginário dos lisboetas. Ao longo das décadas, lojas e fábricas foram fechando, e muito deste património foi sendo perdido. Aqui podem ser observados alguns dos que vão sendo salvos pelo Projeto Letreiro Galeria, bem como estudos e projectos de vários dos letreiros expostos, e fotografias da época. Foi engraçado ver como o Rossio era rodeado de enormes reclames luminosos, por exemplo.

 

A exposição já está quase a terminar, Sábado dia 18 será o último dia. Recomendo vivamente a visita, que permite ver com outros olhos uma Lisboa que vai desaparecendo quase sem darmos por isso.

 

Podem ler mais sobre esta exposição aqui.

 

25 Nov. 2016 > 18 Mar. 2017

Local: Convento da Trindade (Rua Nova da Tiindade Nº20)

Horário:Terça a domingo, 10h às 18h

Programa MUDE FORA DE PORTAS 2016

Curadoria

Rita Múrias e Paulo Barata

Design Expositivo

Raquel Santos

Design Gráfico

Paula Guimarães

Exposição em colaboração com o Projeto Letreiro Galeria

 

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A Primeira Longa Exposição

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Está quase a fazer 8 anos que numas férias em família, fiz as minhas primeiras experiências com longas exposições (quando a máquina fica durante alguns segundos a tirar a foto, criando um efeito de arrastamento nos elementos com movimento. Há uns tempos falei disso aqui, lembram-se?? ). Claro que o cenário da Ria de Aveiro não é nada desagradável à vista, e mesmo com uma máquina que não facilitava muito a tarefa, a verdade é que a foto até não ficou nada mal. Para uma primeira tentativa, pelo menos... E para dizer mesmo, mesmo a verdade, já me saí pior com esta técnica, muito mais recentemente! 

 

 

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De Volta ao Cabo Raso

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Há umas semanas, tinha planeado, com um amigo meu, ir tirar umas fotos ao Cabo Espichel e a Sesimbra. Quando acordei de manhã, estava um dilúvio a abater-se contra a minha janela, e vi logo que não ia acontecer. Acabámos por ir à mesma almoçar. Talvez o tempo à tarde melhorasse, e desse para ir a algum lado. E assim de repente, as núvens dissiparam-se e ficou um belo dia de Sol.

 

Lembrei-me então de irmos até ao Farol do Cabo Raso - o meu amigo ainda não conhecia a zona - e assim ele também podia treinar as longas exposições (e bem precisa, coitado  ).

 

Ainda passámos pelo Guincho, que o rapaz não podia ficar sem conhecer uma das praias mais bonitas da região de Lisboa, e lá chegámos finalmente ao farol. Fomos tirando algumas fotos, à paisagem e aos pescadores que por lá andavam, enquanto esperávamos que o Sol se pusesse.

 

E ao fim do dia, com o Sol já abaixo do horizonte, lá tentámos as nossas longas exposições (ver explicação algo aborrecida, aqui). A maior parte não ficou como queria, mas consegui tirar uma com que fiquei satisfeito (a primeira deste post).

 

A partida que o tempo nos pregou, até acabou por compensar. Foi uma tarde divertida. Mas fica a promessa de que este é o ano em que vou fotografar ao Cabo Espichel! 

 

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