Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O dia em que fui ao Canadá sem querer

Estavamos em Detroit. Uma cidade feia, muito industrial, com edifícios enormes, escuros, sujos e de arquitectura austera. Notavam-se bem os efeitos da crise do início dos anos 2000, que ali atirou milhares de pessoas para o desemprego e fechou centenas de fábricas e negócios. Muitas casas e armazens devolutos e em mau estado.

 

IMG_4167.jpg

 

Tínhamos chegado de Chicago na véspera à noite e partiríamos no final desse dia, rumo a Toronto. Ansiosos por uma vista menos claustrofóbica da cidade, decidimos atravessar o rio, ver Detroit de uma outra perspectiva.

 

De carro, atravessámos um dos túneis que passam por baixo do rio Detroit. Antes de emergir na outra margem, deparámo-nos com uma espécie de portagem. À nossa frente, alguns carros aguardavam. Achámos estranho a demora, enquanto os carros iam parando e seguindo, a conta gotas. Até que chegou a nossa vez... pediram-nos o passaporte, fizeram umas perguntas e espetaram-lhe um carimbo.

 

"CANADÁ" - dizia.

 

Afinal estávamos num posto fronteiriço. Tínhamos acabado de viajar até ao Canadá sem saber. Windor - era o nome da pequena cidada, sem muito para ver. Começou a nevar, enquanto caminhavamos até ao rio.

 

E Detroit, lá ao fundo, com as enormes torres da General Motors em destaque, até não parecia assim tão horrível.

 

IMG_4306-Pano (1).jpg

IMG_4338 (1).jpg

  

 Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.

 

 

Quente e frio

IMG_4623 (2).jpg

 

Às vezes acontece. Quando estou a ver fotos antigas, há uma que me salta do ecrã e pede uma segunda oportunidade. 

 

Foi o caso desta. Nunca tinha dado por ela, e ontem vi-a como que pela primeira vez.

 

Tirei-a em Dezembro de 2010, em Toronto. Lembro-me que esta pintura me chamou à atenção, e de esperar que passasse alguém. Os meus amigos, meio impacientes, continuaram a percorrer a rua, e eu fiquei. Vi um borrão de cor, pelo canto do olho. Preparei a máquina. Numa velocidade lenta, para arrastar o movimento.

 

Click!

 

Não sei bem porque não liguei muito à foto, quando revivi a viagem em casa. Mas gosto dela. O contraste entre o tema da pintura, e o frio que se adivinha na realidade que a envolve. O homem que passa desinteressado, provavelmente ansioso por chegar a casa.

 

Resultou bem, o efeito de arrasto. Realça a indiferença do homem a esta leve promessa de dias mais quentes, e a pressa que o frio empresta ao seu passo. E até tive sorte na cor do casaco. O quente e o frio que se complementam. Nas cores e nos motivos.

 

Nunca tinha dado por ela, e ontem vi-a como que pela primeira vez... Acontece.

 

Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.

 

 

 

Posts mais comentados

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D

Instagram

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.