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O Terminal de Cruzeiros... e a ingenuidade dos meus 33 anos

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Desde que vi o projecto do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, que ando em pulgas para o ir fotografar. Fui assistindo, com expectativa, aos avanços do edifício projectado pelo arquitecto Carrilho da Graça, assim como aos sucessivos atrasos da obra. Finalmente, na semana passada, o terminal foi inaugurado. Na televisão e nos jornais, aparecem António Costa e Fernando Medina, sorridentes, junto à placa que assinala a data. E eu, ingénuo que sou, levantei-me cedo neste Domingo, feliz da vida, para ir fotografar o Terminal de Cruzeiros.

 

Só que não!

 

Porque me deparo com o seguinte cenário:

 

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Eu sei, eu sei. Já tenho 33 anos, devia saber melhor... Neste país uma inauguração não quer dizer que uma coisa está pronta. Mas eu acredito no que me dizem. Sou ingénuo... e depois dá nisto! 

 

Pronto, nem tudo é mau. Um passeio matinal junto ao rio tem sempre o seu encanto. E pelo que consegui ver, de longe, esta é mesmo mais uma obra que vem beneficiar a cidade e a frente ribeirinha. Daqui a umas semanas volto a passar por lá. Fiquem a aguardar novidades...

 

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Museu Nacional dos Coches

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O Museu Nacional dos Coches foi inaugurado em 2015. Na altura achei melhor esperar para fazer a minha visita. Num daqueles episódios quase cómicos, que parece que só acontecem em Portugal, o museu abriu sem que museografia. Apenas havia coches - a colecção mais extraordinário do género no mundo, é certo, mas nada mais. Não havia contexto histórico ou qualquer tipo de informação ou grafismo sobre o que estava exposto. Pior ainda, à volta dos coches, a manter a distância para os visitantes, alinhavam-se aquelas baias que se encontram nos aeroportos ou bilheteiras de salas de espectáculo para ordenar as filas. Muito digno para o museu mais visitado do nosso país...

 

Dois anos depois, em Maio deste ano, o museu abriu finalmente, com a museografia que sempre esteve prevista. 

 

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Entretanto também eu me atrasei. Só há duas semanas fui finalmente ao Museu Nacional dos Coches. Devo dizer que o espaço me desperta sentimentos algo contraditórios. Gosto das linhas modernas e do contraste que estas criam com os coches centenários. De como os dourados e vermelhos das peças são realçados por uma arquitectura simples e (em grande parte) discreta, em que predomina o branco. 

 

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Detesto o tecto da área de exposição, que mais faz lembrar um armazém. Tudo tem a ver como o meu gosto, claro está. O arquitecto responsável, foi o brasileiro Paulo Mendes da Rocha, prémio Pritzker em 2006 que realizou o protecto em parceria com o arquitecto português Ricardo Bak Gordon. Ambos com um currículo que fala por si. Mas não posso deixar de imaginar como seria um museu deste género desenhado pelos irmãos Aires Mateus, por exemplo.

 

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No entanto, as estrelas aqui são os coches, e neste espaço saem claramente valorizados. Nem que seja porque com este edifício os podemos ver de forma desafogada, o que não acontecia com o antigo museu, no Picadeiro Real, em que quase ficavam amontoados. Estão além disso, muito mais peças em exposição. Exemplo disso é uma carruagem de gala do Século XIX, com os seis cavalos devidamente ornamentados, que dificilmente poderia ser vista no espaço anterior.

 

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Horários:
 
10:00 – 18:00 (terça-feira a domingo)
 
Bilhetes:
 
Museu Nacional dos Coches: 8€
Picadeiro Real:4€
Bilhete Coches (Picadeiro Real e MNC): 10€
Bilhete Calçada Real (Palácio Nacional da Ajuda e MNC): 12€
 
entrada é gratuita aos domingos e feriados até às 14h, .
 

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Experiência Pilar 7 - Outra maneira de ver a Ponte 25 de Abril

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No final de Setembro contei aqui a minha passagem pelo novo elevador da Ponte 25 de Abril. Na altura ainda se preparava a inauguração, pelo que me limitei a fotografá-lo do lado de fora do gradeamento. Mas o que vi despertou-me a curiosidade e esta semana passada, aproveitei uns dias de férias para fazer uma visita.

 

Logo como primeira impressão, gostei da valorização arquitectónica do pilar que serviu de ponto de partida a este centro de interpretação. Nos novos espaços, projectados pelo arquitecto António Borges, usaram-se muitos materiais metálicos, reflexos e contrastes de luz, para criar uma experiência visual marcante. Seria fácil cair no exagero, já que todo o espaço quase acaba por ter o aspecto futurista de uma nave espacial, mas as linhas são simples e elegantes, complementando perfeitamente o que já estava construído desde os anos 60. 

 

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Para mim, que gosto de fotografar arquitectura, só isso já valia o preço do bilhete. Mas esta experiência tem mais a oferecer. Existe a opção de comprar dois bilhetes separados. A visita ao Centro de Interpretação custa 6€ e a experiência de realidade virtual, que acrescenta 1,5€ ao preço da visita.

 

Eu comprei os dois e comecei pela sala de realidade virtual. Aí colocam-se uns óculos que nos levam numa visita de poucos minutos, em que somos guiados por dois dos técnicos que fazem a manutenção da ponte. Vamos mesmo junto à água, na base que fica a meio do Tejo, subimos até ao ponto mais alto e andamos em cima de um dos cabos que liga os dois pilares. Só é pena a qualidade dos óculos não ser a melhor. O vídeo não tem muita resolução, quebrando um bocadinho a ilusão. Mas mesmo assim é uma vista de cortar a respiração.

 

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Terminado o "passeio", segui para o centro interpretativo. Depois de validar o bilhete sai-se para o exterior, seguindo um percurso que nos obriga a passar junto ao sétimo pilar da ponte. É uma estrutura enorme, composta por três grandes blocos de betão. O pilar em si ao centro e, nas laterais, os suportes para os enormes cabos que seguram o tabuleiro.

 

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Este é aliás um dos pormenores mais curiosos da visita. Estes três blocos de cimento são ocos e visitamos o seu interior. O espaço, já de si imponente, é valorizado por enormes espelhos e focos de luz bem colocados. O maciço central, devido aos espelhos que cobrem quase todo o chão, parece um volume de altura quase infinita. Tanto assim que uma senhora que ia à minha frente na visita, demorou largos minutos a ganhar coragem para percorrer esta sala. A sensação estarmos perante um abismo pode ser desafiante para quem tiver vertigens.

 

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Antes de se chegar a esta zona, existe uma pequena sala com a cronologia da construção da ponte. E é aqui que tenho um reparo a fazer a esta "Experiência Pilar 7". Gostava que houvesse foco um pouco maior na história deste monumento nacional. Percebo que o grande objectivo tenha sido criar mais uma experiência que um museu (como o nome indica) e isso foi plenamente conseguido. Sente-se que se está a viver a ponte, mais do que a aprender sobre ela. Mas falta uma zona de exposição um pouco mais convencional, onde se aprendesse sobre a Ponte 25 de Abril de forma um pouco mais clara.

 

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Passando a sala dos espelhos, chega-se ao elevador, onde se inicia a subida ao tabuleiro. Sejamos sinceros, há melhores vistas sobre a cidade de Lisboa, até porque este não é o ângulo que mais favorece a ponte. Mas Lisboa é bonita de todos os seus miradouros e este não é excepção. A plataforma oferece uma visão privilegiada sobre o Tejo e a parte ocidental de Lisboa, Alcântara, Ajuda e Belém. 

 

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Quando o Sol finalmente desceu no horizonte, aproveitei a deixa e dei a visita por terminada. Entre a vista, a arquitectura do espaço e as fotos que tirei, devo dizer que gostei bastante desta experiência do Pilar 7.

 

Informações úteis:

 

A entrada faz-se pela Avenida da Índia, um pouco antes do Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL).

 

O horário de funcionamento é das 10h às 18h. O bilhete custará 6€, para o Centro Interpretativo, mais 1.5€ para a experiência de realidade virtual.

 

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Fontana di Trevi e a horda de turistas

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Como em qualquer destino de viagem mais famoso, há imensos turistas em Roma. No sentido em que, comparativamente, Lisboa parece uma cidade fantasma. E não são como os turistas ninja, de que já aqui tenho falado. Não. É uma estirpe bem mais nefasta para quem gosta de fotografar. Uma espécie de horda de zombies, só que em vez de procurarem comida, têm as selfies como objectivo primordial.

 

Esta massa de turistas, funciona com base em marés, "pensando" como um só organismo. Começa a invadir os pontos mais famosos das cidades após o pequeno almoço, retirando-se depois do jantar. O seu mecanismo primordial de subsistência é o "selfie stick", com o respectivo telemóvel agarrado na ponta. Marcham cegamente até ao ponto mais frontal do monumento escolhido (ou em casos mais graves, a fachada de uma loja de uma qualquer marca de luxo), e aí ficam, degladiando-se pela melhor posição. Enquanto fazem diversas poses e caretas.

 

Este turista tem como principal característica o facto de nunca chegar a olhar de frente para o monumento que está a observar, vendo-o apenas através do ecrã do telemóvel, ocupado em grande parte pela sua cara sorridente.

 

Este foi então o cenário com que me deparei quando cheguei à Fonte de Trevi. A foto do início do post foi obtida após muita paciência e um ou outro encontrão mais vigoroso. Porque o cenário real era o que se pode ver nas fotos abaixo. 

 

Como comparação têm estas duas fotos. Uma boa maneira de verem que a "edição" de uma imagem começa muito antes de ela chegar ao computador. O que se deixa dentro ou fora do enquadramento, tem muito mais impacto a alterar a percepção de quem vê a fotografia, que qualquer filtro do instagram.

 

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Conhecer Conimbriga

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Sempre adorei as aulas de história. Sobretudo fascinavam-me os impérios Grego e Romano e como muitas das bases da nossa civilização foram criadas nessa época. Dois impérios tão evoluídos, que depois da sua queda foram necessários séculos para recuperar muitos dos princípios e avanços tecnológicos e ideológicos que ficaram esquecidos durante a idade média.

 

Lembro-me de ver uma ou outra referência a Conimbriga nos livros de história. Que algures no centro do país havia um conjunto de ruínas com alguma importância. Só que quando se fala de ruínas romanas em Portugal e no mundo, raramente se vêm fotos desta antiga povoação. Mesmo o templo de Diana em Évora, ganha-lhe sempre em protagonismo. Por isso sempre achei que não devia ter muito para ver. 

 

No entanto, a curiosidade estava lá. Tanto assim, que quando soube que iria uns dias a Pinhel, decidi fazer um pequeno desvio para visitar este Monumento Nacional, que fica muito perto da cidade de Condeixa-a-Nova, e a poucos quilometros de Coimbra.

 

O complexo museológico tem parque de estacionamento e a entrada faz-se por uma zona moderna, de um branco e leveza futuristas, com ecrãs que fazem uma antevisão da visita, que serve também de bilheteira.

 

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Existem dois espaços dinstintos a visitar. A sugestão é que se comece pelo museu - pequeno e simples, mas que permite ver as ruínas com outros olhos.

 

Ao longo de uma mão cheia de salas, são apresentados vários artefactos, estátuas e mosaicos, e é feita a introdução à história de Conimbriga, desde a sua fundação até às várias escavações que se foram realizando desde 1898.

 

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De tudo isto, o que resta para observar deste importante centro do Império Romano? Bem mais do que eu supunha!

 

Ao passar a entrada das zona das ruínas, foi impossível não ficar impressionado com o enorme muro que se erguia à minha frente. Não era uma muralha, ao contrário do que pensei, mas o que resta do aqueduto que levava água a quem aqui habitava.

 

A maior parte do percurso faz-se numa zona a céu aberto, em que se anda pelo meio das antigas casas e templos, e ainda se podem observar algumas colunas e mosaicos de padrões diversos. 

 

Um pouco mais ao fundo fica o anfiteatro e a zona onde em tempos existiu o principal templo da cidade, reconstituído numas das fotos acima. Hoje nada resta desse majestoso edifício, além de algumas bases de colunas ou pedras soltas.

 

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Por fim, o ex-libris deste espaço. Uma zona coberta onde se encontravam a casa mais nobre de Conimbriga - a Casa dos Repuxos.

 

Construída no século I e profundamente remodelada no século seguinte, este edifício residencial foi escavado em 1939 e, exceptuando uma cobertura "modernista" de arquitectura bastante duvidosa, foi alvo de uma recuperação cuidada, que valoriza o que chegou aos nossos dias (embora talvez de maneira algo teatral).

 

É possível ainda observar os mosaicos, de grande beleza e detalhe, e ver como as várias divisões da casa se arrumavam em volta de um grande pátio central, onde hoje em dia existe uma fonte de repuxos (cujo sistema funciona depois de se inserir 0,50 € numa pequena ranhura!).

 

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Entretanto a visita chegou ao fim. Como podem ver, afinal há muito para conhecer em Conimbriga e valeu bem a pena o pequeno desvio à minha viagem. Espero que estas fotos despertem também o vosso interesse neste monumento, único no nosso país. 

 

 E sim. Coloquei os 50 cêntimos na fonte... 

 

 Informações Úteis:

 

Página Internet:

http://www.conimbriga.gov.pt/index.html

 

Horário:

Museu e Ruínas (a partir de 2 de Janeiro de 2011):
De segunda a domingo, das 10h00 às 19h00.


Bilhete:

4,50€ (bilhete normal)

 

Existe um parque de estacionamento, junto à bilheteira. Para lá chegar, recomendo que se sigam as placas que indicam "Conimbriga", ignorando as eventuais indicações do GPS. Este pode encaminhar para o centro de Condeixa-a-Velha, que ficando perto, implica uma curta caminhada por uma estrada de terra batida (já estão mesmo a ver qual foi a opção que tomei, não estão?). Pois.

 

 

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A Cidade Falcão

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Não conheço muito do interior do país. Quando soube que o casamento de uns amigos meus ia ser perto de Pinhel, decidi juntar um dia ou dois à estadia para começar a corrigir essa lacuna. A ideia era ir a Foz Côa ou Castelo Rodrigo, por exemplo.

 

Afinal... Pinhel trocou-me as voltas. Ainda ia a caminho do turismo rural em que ia ficar alojado e já tinha percebido que não precisava de ir mais longe. Impossível ficar indiferente à paisagem, com o castelo de Pinhel a erguer-se, sobranceiro e altivo aos vales montanhas e campos de cultivo.

 

A cidade Falcão, como é conhecida, percebia-se arrumada ao longo da encosta oposta, com um declive mais suave.

 

Arrumei a mala no quarto e segui até Pinhel. A cidade não tem monumentos particularmente imponentes, mas existe uma harmonia no conjunto que a torna irresistível no seu charme. Isso e porque todo o centro foi alvo de uma intervenção urbana muito feliz. Moderna, mas simples e discreta, complementa um património muito bem recuperado.


Aproveitei o fim de dia para fotografar o centro histórico. A cidade é pacata, mas tem algum movimento, e a hora de jantar permitiu-me fotografá-la sem que aquelas pessoas que se atiram para a frente das fotos tivessem dado um ar de sua graça!

  

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