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Falar de fotografia

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Estava a passear pelo instagram quando, por acaso, vi um anúncio a um workshop de fotografia de viagem com o Joel Santos, organizado pela Canon.

 

O instagram encaminhava para a página do facebook, que também não explicava muitos pormenores, além da data e local. Pedia para enviar os dados de inscrição por e-mail, a quem estivesse interessado.

 

Nem pensei duas vezes. Escrevi tão rápido quantos os dedos me permitiram. 

 

Afinal não é todos os dias que se tem oportunidade de fotografar ao lado do melhor fotógrafo de viagens do mundo.

 

Tive sorte, fui um dos vinte primeiros a responder. As inscrições fecharam quase tão depressa como começaram.

 

Foi um dia inteiro em Sintra e Cascais. De manhã um passeio pela vila de Sintra, e um belo almoço na Praia das Maçãs. À tarde, uma sessão fotográfica na floresta, e uma viagem até ao Cabo Raso, com lanche pelo meio. Em convívio com pessoas divertidas, com vontade de aprender, e uma organização exemplar. Aliás há que deixar os parabéns a toda a equipa da Canon Portugal responsável por este evento.

 

Curiosamente, quase não fotografei. Em Sintra foi complicado, ou pelo número de turistas, ou pelo próprio grupo, que entupia as ruas estreitas. Na floresta o espaço era ainda mais apertado, por incrível que pareça. E no Cabo Raso, o vento era tanto que o objectivo de fotografar o pôr do Sol foi posto de parte. As ondas embatiam com estrondo nas rochas, e o ar estava tão cheio de água, sal e poeira, que as objectivas ficavam imediatamente sujas.

 

E no entanto... foi um dia espectacular. Tive a sorte de conseguir estar quase sempre perto do Joel, mesmo ao almoço. E mais do que aspectos técnicos, que ele obviamente domina, ouvi as suas histórias. As situações incríveis porque passou em viagem. A maneira criativa como "inventou" várias das suas fotos emblemáticas. Como começou a fotografar, e a fazer disso vida.

 

Cada vez mais tenho noção que o mais importante em fotografia, muito mais que os aspectos técnicos, é a capacidade de ter uma visão própria e coerente. De ser capaz de identificar numa cena aquilo que nos cativa, e todo o processo que se segue para capturar esse momento da melhor maneira.

 

Nisso o Joel Santos é extraordinário. Como fotógrafo, claro, mas também como comunicador. Sempre disponível a explicar o seu processo. Nunca como uma pessoa que se acha melhor ou superior, mas como alguém que tem tanta paixão pelo que faz, que tem de partilhar as suas experiências.

 

E isso foi mesmo inspirador.

 

A Canon vai organizar mais workshops, com alguns dos melhores fotógrafos nacionais nas suas respetivas áreas. Incluindo o Fernando Guerra, um dos melhores dos mundo na fotografia de arquitectura. Estejam atentos ao facebook da Canon, porque vale a muito a pena ter o privilégio de participar num evento destes.

 

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Uma Floresta Tropical em Lisboa

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Esta foto podia ser na Amazónia, mas não. É no Oceanário de Lisboa.

 

É entre plantas exóticas e um ar húmido e abafado que se recria o habitat de uma floresta tropical.

 

Em certas alturas do dia, uma fina neblina desce das árvores. É certamente planeado que isto aconteça quando o Sol se ergue sobre as copas das árvores, mas não torna menos mágico o momento em que os seus raios, filtrados por entre as folhas da vegetação, enchem de luz este espaço.

 

Por momentos, já não estamos em Lisboa, e viajámos até outras latitudes.

 

 

 

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Longas Exposições...

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 Andei a fazer umas experiências, a tentar captar rastos de luz. Não tirei uma única foto de jeito, mas assim dispostas em conjunto,  até criam um conjunto a tender para o psicadélico. E a verdade é que ainda me diverti a tirá-las. 

 

 

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O Ninja das Oficinas Gerais

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Desde a minha primeira exploração de Alfama que esta rua me chamou à atenção. O casario simples, típico dos bairros lisboetas, é vigiado de cima pelas elegantes torres da Igreja de São Vicente de Fora. Ao longo da rua, os carris da emblemática carreira 28 cortam a calçada. Era difícil encontrar um postal turístico mais perfeito.

 

Não surpreendentemente, é uma das ruas mais fotografadas da capital. Nos últimos tempos, tenho-a visto cada vez mais vezes por essa internet fora. E por isso, decidi que mais valia despachar-me, sob pena de ser o último a tirar fotos à Rua das Oficinas Gerais.

 

Levantei-me cedo, como sempre. Quando estava perto da rua, passou um eléctrico. Azar - pensei, enquanto me preparava para esperar pelo próximo. 

 

Estava pouco movimento aquela hora. Perfeito, porque o que queria mesmo, era apanhar a entrada do 28 na rua, sem pessoas no enquadramento. Já perceberam como acaba esta história não já? 

 

Pois...

 

Meia hora passou, e ouço o chiar do eléctrico nos carris, a máquina preparada. 

 

Nem vivalma na rua... 

 

O 28 aproxima-se. Começo a apertar o disparador... 

 

Pelo canto do olho vejo um vulto... Oh não!!! 

 

Era uma senhora de alguma idade. Vê-me naqueles preparos, quase ajoelhado no meio da estrada. Tem pena de mim e pára, para me deixar tirar a foto... 

 

Ufff... 

 

Aí vem ele. Ninguém na rua! 

 

E puffffffff.

 

Materializa-se um turista. Do nada.     

 

Seria ninja? Daqueles com bombinhas de fumo? 

 

Fez rapel do telhado? Viajou no tempo? Estava escondido atrás de uma pedra solta da calçada? 

 

Tudo boas questões. Todas sem resposta. 

 

O turista ninja estragou-me a foto... Não faz mal, a luz também não estava grande coisa - pensei eu, para me animar. 

 

Parece que vou mesmo ser o último a fotografar o 28 na Rua das Oficinas Gerais. 

 

D. Sebastião, és tu?

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Naquela manhã de nevoeiro, antes de chegar ao Oceanário de Lisboa, fui tirando algumas fotos nas imediações.

 

O nevoeiro estava a ficar cada vez mais cerrado, e eis que, enquanto tirava esta primeira foto, um vulto emergiu da densa cortina branca. Num sobressaltado entusiasmo, pensei - D. Sebastião, és tu?.

 

Afinal, parece que não...  

 

Chamava-se António e dispensava conversas aquela hora de manhã. 

 

(P.S. O conteúdo deste post pode ser parcial, ou até totalmente, ficcionado).

(Outro P.S. O conteúdo deste post faz um pouco mais de sentido lendo o post anterior. Não muito mais, no entanto).

 

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