Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A arrogância de quem nos governa

Este blog é um escape, para mim que escrevo e provavelmente para muitos que o lêem. E por isso sempre me abstive de fazer aqui considerações a temas mais sensíveis, ou falar daquilo que me incomoda no "mundo real".

 

Hoje, depois das últimas notícias sobre os acontecimentos deste fim de semana, leio as reacções dos nossos governantes e é muito difícil não sentir revolta.

 

Depois das tragédias do Verão, o cenário repetiu-se. Situações extraordinárias acontecem, é certo. Mas é obrigação de quem nos governa elevar-se à altura das mesmas. Ou, no mínimo, ter a capacidade de perceber o que correu mal e deitar mãos à obra para que isto não se volte a repetir.

 

Nada disso tem acontecido. Pelo contrário, a reacção vem cheia de arrogância e inacreditável insensibilidade. "É tudo normal". "São coisas que acontecem"...

 

"As comunidades têm de se tornar mais resilientes às catástrofes" 

 

"Seria mais fácil (...) ir-me embora e ter as férias que não tive" - afirma a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

 

Ou ainda,

 

É “um bocado infantil” demitir a ministra. 

 

Dias negros "seguramente vão repetir-se" 

 

"Essa obsessão de que falhou alguma coisa não faz sentido. ” - diz António Costa.

 

E assim vai o nosso Governo. Não há responsáveis, nem responsabilidade. Não há sequer sensibilidade e compreensão para quem perdeu tudo, ou para quem arrisca a vida no terreno, lutando contra o fogo mas também contra a falta de meios e de coordenação. É imperdoável que se digam estas coisas, sempre de sorriso nos lábios, sem nunca ser capaz de pedir desculpa às vítimas, pelas falhas de que o governo é o último responsável.

 

Que a gestão desta tragédia tem sido incompetente, todos já tinham percebido, mesmo antes do relatório arrasador divulgado a semana passada, em que nenhuma entidade se livrou de um atestado de incompetência.

 

Pior que a incapacidade em gerir toda esta situação, é a arrogância de António Costa, ao achar que não tem prestar contas ao povo que foi nomeado para proteger.

 

No meio da desgraça resta-me expressar a minha admiração por aqueles que, tendo voz, ou capacidade de agir no terreno, não abdicam de lutar no limite das suas forças.

 

Arriverdeci Itália!

Há destinos para onde viajamos antes mesmo de sair de casa. Por vezes começa com uma foto, um texto, ou no cenário de um filme que vimos. São sítios que nos capturam a imaginação, uma e outra vez. Até que um dia, temos a viagem planeada e estamos a entrar no avião.

 

Foi assim com a Toscana. Há já alguns anos que por lá viajava. Passeava pelas fotografias de vilas medievais em colinas sobranceiras a campos ondulantes; impressionava-me com a riqueza arquitectónica e cultural de Florença ou Siena; entusiasmava-me com a ideia de descer os caminhos à volta dos quais pequenas aldeias se arrumam, em socalcos rochosos junto à costa. 

 

O mês passado fiz tudo isso, numa viagem de cerca de dez dias. Tenho muitas fotografias para mostrar e textos para escrever. São posts que irão saindo com tempo, ao longo das próximas semanas. Por hoje deixo apenas sete imagens. Uma por cada sítio que visitei.

 

Muito ficou por ver, é certo. Mas Itália é um país onde a despedida trás a certeza do regresso. Ou não tivessem os italianos inventado uma palavra precisamente para isso...

 

Arriverdeci Itália!

 

Florença

IMG_2962-Edit.jpg

 

Cinque Terre

IMG_2166 (1).jpg

 

As vinhas de Chianti

IMG_2685.jpg

 

 Pisa

IMG_3391.jpg

 

 Lucca

IMG_3459.jpg

 

Siena

IMG_3659.jpg

 

 San Giamignano

IMG_4261.jpg

  

Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.

 

 

Chiesa di Sant'Antonio dei Portoghesi em Roma

601E3CD9-4418-4955-951D-DAF24C2098F3.jpeg

 

Numa rua insuspeita de Roma, a caminho do Castelo de Sant'Angelo, passei por uma igreja. Nada de extraordinário, em Itália quase há uma igreja a cada esquina. Mas assim pelo canto do olho, vi qualquer coisa que me chamou à atenção. Voltei para trás e li...


"Chiesa di Sant'Antonio dei Portoghesi" - dizia uma placa.

 

IMG_1014.jpg

 

Lá no alto da fachada, o brasão de armas português. Um elemento decorativo que se repete várias vezes no interior, ricamente decorado e cuja jóia é um orgão que impressiona pela sua dimensão e beleza. Curioso, investiguei um pouco mais sobre esta minha descoberta, que é afinal a igreja nacional da comunidade portuguesa em Roma.

 

Foi construída no século XVII, num local onde já existia um albergue para os peregrinos portugueses que se deslocavam à cidade. Esse albergue ainda funciona, explorado por privados, mas reserva sempre alguns quartos para estudantes e investigadores lusos. A igreja está inserida no Instituto Português de Roma, gerido pelo Estado Português, e onde se organizam exposições, conferências e se leccionam aulas de português para estrangeiros.

 

IMG_0998.jpg

IMG_1001.jpg

 

E o orgão de que falei? Foi reconstituido em 2008, para substituir um instrumento idêntico que tinha sido roubado durante as invasões francesas. Com 2500 tubos é um dos melhores orgãos do mundo. Todas as semanas são organizados concertos. Este ano, por ocasião das celebrações das aparicões de Fátima e da canonização de Francisco e Jacinta, realizaram-se vários espectáculos comemorativos. De homenagem a Portugal, a Fátima e até ao Fado.

 

Uma jóia portuguesa em Roma, que encontrei completamente por acaso. E a prova que conhecer uma cidade é bem mais que seguir os roteiros dos guias turisticos.

 

IMG_1004.jpg

 

A "igreja de Santo António dos Portugueses" fica na Via dei Portoghesi, na zona de Campo Marzio, apenas a 5 minutos a pé da Piazza Navona (ver mapa).

 

  

Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.

 

O Chafariz de Dentro

 

33BBED51-9E69-4F1F-860F-A6CBA0A41464.jpeg

 

Alfama está ainda mais bonita com a conclusão do restauro do Chafariz de Dentro. Uma obra que levou a que o chafariz ficasse uns meses escondido de quem passava no Largo do mesmo nome, logo em frente ao Museu do Fado.

 

Um dos mais antigos chafarizes da capital, foi construído no século XIII, sendo desde então conhecido como "Chafariz dos Cavalos", devido às cabeças de cavalo em bronze por onde a água jorrava. Essas bicas tinham sido retiradas em 1373, mas este restauro voltou a introduzir este curioso pormenor. 

 

Não que fossem precisos mais motivos para visitar Alfama. Este é só mais um de muitos pormenores que tornam este bairro único.

 

IMG_4439.jpg

IMG_4433.jpg

IMG_4445.jpg

IMG_4453.jpg

  

Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.

Já fiz. Nunca fiz - O Desafio

 

Recebi o convite a semana passada. A Joana, do blog "Quiosque da Joana", desafiou-me a responder a um conjunto de perguntas sobre mim, começando sempre com "Nunca fiz..." ou "Já fiz...".

 

Já fiz o desafio Joana... e aqui estão as minhas respostas:

 

Eu nunca fiz um interail 
Nunca ponderei sequer a hipótese. Adoro viajar mas nunca foi o tipo de viagem que me entusiasmasse.

Eu já participei num concurso 
No 5º ano a professora de Português informou-nos que íamos todos participar no concurso de poesia, a nível distrital. Foi o primeiro poema que escrevi. Foi também o último, curiosamente. Mas ganhei o 3º prémio... Um conjunto de canetas Molin e um livro do Júlio Verne! Achei melhor sair quando estava por cima.

 

Quando comecei a fotografar, na faculdade, ainda participei em alguns concursos. Depois deixei-me dessa vida. Mais uma vez, uma pessoa deve retirar-se no seu auge...


Eu nunca conheci a pessoa que mais admiro. 

Não... Nunca conheci o Steven Spielberg...

Eu já caí na rua. 

Já caí de certeza... Não me lembro assim de nenhum esbardalhanço em particular.

[Nota: Ao ler esta resposta, a Joana fez questão de me lembrar o episódio em que dei um voo monuental, junto à Torre de Belém. Sempre atenta esta rapariga ]


Eu nunca desmaiei. 
Muito monótona a minha vida, no que toca a quedas...

Eu nunca estive em coma alcoólico. 
Nunca bebi ao ponto de não ter controlo sobre as minhas acções.

Eu nunca experimentei drogas. 
Nada. Nem sequer um cigarro, daqueles com tabaco!

Eu nunca me vinguei de alguém que me fez mal. 
Não sou vingativo. A não ser que seja para me vingar de uma partida. Nesse caso sim, sou altamente criativo!

Eu já tive um acidente.
No início deste ano. O meu carro não ficou em bom estado. Eu, felizmente, escapei ileso.

Eu já andei de avião. 
E hei de andar muito mais vezes, espero!

Eu já bebi demais... 
... ao ponto de não estar em condições de conduzir (mas poucas vezes). Mas nunca bebi ao ponto de não ter essa noção. Se não estou a 100% não conduzo. Nem que fique a dormir no carro, ou o vá buscar na manhã seguinte.

Eu já confundi uma pessoa com outra. 
O ano passado, quando comecei a trabalhar num novo cliente, encontrei um ex colega, do meu primeiro emprego.

Fui ter com ele - Olá Filipe! Há quanto tempo - estava igualzinho, apenas com mais seis anos em cima... Só que não.

- Eu chamo-me Pedro! - respondeu-me ele...

Ups...

Eu já me perdi num país/cidade estrangeira. 
Claro. Para mim faz parte de viajar e é uma das melhores maneiras de conhecer uma cidade. Perdermo-nos faz parte do processo de descoberta de um novo destino.


Eu nunca tive uma experiência paranormal. 
Nunca. Nem acredito em nada disso.


Eu nunca roubei. 

Eu já apaguei coisas do facebook. 
Só fotos de que entretanto deixei de gostar. Mas nem uso muito o facebook, nunca há muito para apagar.

Eu nunca traí alguém
Não. A única opção quando as coisas não estão bem, é falar abertamente do assunto.

Eu já deixei de falar com alguém que me magoou. 
Poucas vezes. Defendo sempre que os problemas se resolvem a conversar. Mas às vezes é inevitável. Por uma questão de tranquilidade mental.

Respondi com sinceridade a todas as perguntas? 
Sim.

Obrigado pelo convite, Joana!
A seguir vou convidar... a Cátia!


Eis as regras:
1º Responder a todas as perguntas apenas com "Eu já" ou "Eu nunca" .
2º Responder à última pergunta com "sim" ou "não".
3º Colocar a imagem oficial do desafio (obrigatório).
4º Referir quem vos passou o desafio.
5º Passar o desafio a pelo menos 4 pessoas. (Eu sou um blogger anti social. E por isso vou quebrar esta!)

Fontana di Trevi e a horda de turistas

IMG_1046.jpg

 

Como em qualquer destino de viagem mais famoso, há imensos turistas em Roma. No sentido em que, comparativamente, Lisboa parece uma cidade fantasma. E não são como os turistas ninja, de que já aqui tenho falado. Não. É uma estirpe bem mais nefasta para quem gosta de fotografar. Uma espécie de horda de zombies, só que em vez de procurarem comida, têm as selfies como objectivo primordial.

 

Esta massa de turistas, funciona com base em marés, "pensando" como um só organismo. Começa a invadir os pontos mais famosos das cidades após o pequeno almoço, retirando-se depois do jantar. O seu mecanismo primordial de subsistência é o "selfie stick", com o respectivo telemóvel agarrado na ponta. Marcham cegamente até ao ponto mais frontal do monumento escolhido (ou em casos mais graves, a fachada de uma loja de uma qualquer marca de luxo), e aí ficam, degladiando-se pela melhor posição. Enquanto fazem diversas poses e caretas.

 

Este turista tem como principal característica o facto de nunca chegar a olhar de frente para o monumento que está a observar, vendo-o apenas através do ecrã do telemóvel, ocupado em grande parte pela sua cara sorridente.

 

Este foi então o cenário com que me deparei quando cheguei à Fonte de Trevi. A foto do início do post foi obtida após muita paciência e um ou outro encontrão mais vigoroso. Porque o cenário real era o que se pode ver nas fotos abaixo. 

 

Como comparação têm estas duas fotos. Uma boa maneira de verem que a "edição" de uma imagem começa muito antes de ela chegar ao computador. O que se deixa dentro ou fora do enquadramento, tem muito mais impacto a alterar a percepção de quem vê a fotografia, que qualquer filtro do instagram.

 

IMG_1043 (2).jpg

IMG_1021-Edit.jpg

IMG_1074.jpg

IMG_1077.jpg

 

  Podem seguir as minhas fotos no Instagram, no Facebook ou subscrever os post por email, no fundo da página.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

Instagram

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.