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Jaqlegos

Adoro café. Bebo todos os dias. Nunca junto açucar, mas às vezes sabe-me ainda melhor se o acompanhar de uma bolacha ou biscoito. Tão bom, esse contraste entre o doce e o amargo.

 

Há umas semanas (meses?) estava a falar com a Joana sobre isso. Andava à procura de alguma coisa doce, que acompanhasse bem o café, mas que fosse mais saudável que as bolachas de pacote que por aí se compram.

 

A Joana também tinha o mesmo problema, e se conhecem o Quiosque, já sabem que ela não tem medo de pôr as mãos na massa - literalmente, neste caso. Estava em curso a busca pela receita da bolacha perfeita!

 

Há uns dias recebi a novidade. A receita estava encontrada. A receita das Jaquelines*! 

 

* Marca regista do Quiosque da Joana 

 

Parecia muito simples de fazer... Mas achei que precisava de ajuda. Gosto de cozinhar, mas doces nunca foram o meu forte.

 

Recrutei os meus ajudantes habituais. Já me tinham dado uma ajuda preciosa no meu post sobre alimentação. E até nos preparativos para o Natal.

 

E deitámos mãos à obra.

 

Começámos por triturar uns quadrados de chocolate preto...

 

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Juntámos açúcar de côco à farinha de amêndoa e ao chocolate já triturado.

 

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Batemos dois ovos, juntamente com óleo de côco.

 

Misturámos tudo e amassámos. Dividimos em porções, que colocámos num tabuleiro, coberto com papel vegetal.

 

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Depois de sair do forno... Ficaram assim... Deliciosas! 

 

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A toda a gente que leu até aqui, só posso dizer isto: Vão ao Quiosque da Joana, imprimam a receita e corram para a cozinha.

 

Com ou sem ajudantes.

 

E claro, depois de provarem, passem outra vez pelo Quiosque, para dizerem à Joana que acabaram de comer das melhores bolachas de sempre!

 

 

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Os turistas atléticos

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Queixam-se do número de turistas que por esta altura enchem a cidade de Lisboa. Mas eu vou falar de algo que me preocupa ainda mais que a quantidade de pessoas que nos visitam. Afinal adoro Lisboa, não posso levar a mal que outros também a queiram visitar.

 

O que inquieta é a qualidade do turista moderno. Agora percebo como apareceu, há uns tempos, aquele tal turista ninja se materializou à minha frente, vindo sabe-se lá de onde.

 

Os viajantes que hoje chegam até nós são atléticos, preparados para tudo. Até trepam paredes e fazem piruetas no meio das ruas. São autênticos ginastas.

 

E disto ninguém fala. E as minhas fotos senhores? Será que vou continuar a conseguir tirar fotos com enquadramento desimpedido, quando um exército de acrobáticos visitantes se abate sobre nós?

 

 

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Um desafio em 10 perguntas...

A Joana lançou-me um desafio, em que tenho de responder a 10 perguntas imaginadas pela Carol, do blog It's Carol.

 

Obrigado pelo desafio Joana, aqui estão as minhas respostas:

 

Oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. Viajas 10 anos para trás ou para a frente?

 

Viajar para a frente não! Uma pessoa já não vai para nova e aproveitar os próximos 10 anos é uma coisa que, parecendo que não, me vai dar algum jeito! 

 

Viajar 10 anos para trás também não faz muito sentido. 10 anos parece que foi ontem, e não tenho vontade nenhuma de voltar à universidade. 

 

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Como engenheiro informático que sou, reprogramava essa máquina do tempo. Assim podia viajar até quando me apetecesse.

 

Tinha muita curiosidade em ver como era Lisboa antes do terramoto. Além do interesse óbvio, de visitar uma época diferente da nossa, adorava ver o património de valor incalculável que se perdeu em 1755. Como o Hospital de Todos os Santos, admirado em toda a Europa pelo seu grande pórtico manuelino, ou a Ópera dos Oceanos, construída à semelhança da ópera de Milão, e que não chegou a receber nenhum espectáculo.

 

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Foto retirada daqui.

Vista geral do Hospital Real de Todos os Santos no início do  séc. XVIII.jpg

Foto retirada daqui.

 

 

Um filme que te arrependes de ter visto?

 

Alguns... Na minha fase mais cinéfila, em que até tive um blog de cinema, cheguei a ver mais de 100 filmes por ano. Tentava ser selectivo... mas vi muitos filmes maus...

 

Saí do cinema particularmente arrependido quando fui ver a Janela Secreta, com o Johnny Depp. Mais do que ser mau, é daqueles filmes que insultam a inteligência de quem o vê... e não há muitos pecados maiores que esse em cinema.

 

Prepara-te para fazer duas das escolhas mais difíceis deste mundo [ou talvez não]: um telemóvel com wi-fi mas sem carregador ou um telemóvel com carregador mas sem wi-fi?

 

Hummm.

 

Saio de casa sem carregador todos os dias. Tipicamente sobrevivo.

 

E quando não há wi-fi... É só ligar os dados móveis... 

 

Fotografar ou ser fotografada?

 

Alguém adivinha a resposta a esta pergunta?? 

 

 

 

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Pista: Quantas fotos de mim já viram (à parte desta)??  

 

 Se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

 

Escolher o título de um post é sempre a última coisa que faço. Como eu demoro demasiado tempo a escrever os meus posts, o título iria provavelmente ficar a mei

 

Tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

 

Claro. Steven Spielberg.

 

Não só por gostar de cinema e por ele ser, para mim, o maior realizador de sempre. Também porque muita da minha maneira de ver a arte, e até o mundo, foi um bocadinho influenciada pelos seus filmes, que fui vendo durante a infância.

 

Pela maneira como conta pequenas histórias em cada plano. Como cada imagem é composta e pensada para nos transportar para junto das suas personagens.

 

E pelos temas que são uma constante em todos os seus filmes. A importância de querermos ser melhores, de nos superarmos, e de encontrarmos o nosso lugar no mundo. A importância da família e claro... o fascínio pelos dinossauros! 

 

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 Indiana Jones e a Última Cruzada. Imagem daqui.

 

 

Uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

 

Fui a discotecas algumas vezes. Arrependia-me sempre. 

 

Porquê? É impossível ter um diálogo. Ou pode-se tentar, só que ninguém ouve!

 

Nunca compreendi o conceito de ir sair com amigos, para um ambiente em que não se pode conversar com eles.

 

Não é preciso ficar em casa, mas ir para uma boa esplanada, por exemplo, é tão melhor que qualquer discoteca...

 

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Qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

 

Mais do que de frases, lembro-me muitas vezes das atitudes das pessoas que têm sido importantes na minha vida, e que têm sido grandes exemplos para mim.

 

Quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

 

Nunca ouço rádio, em sítio nenhum. Não tenho nada contra, só nunca fez parte dos meus hábitos.

 

Ouço música sobretudo em casa e no trabalho. A minha música. Música no carro só quando vou acompanhado, de resto costumo ouvir podcasts.

 

Se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

 

Se há uma coisa que me caracteriza é que até falo demais... 

 

 

 

E pronto. Está feito do desafio. Como mandam as regras, tenho de passar a alguém... Adaptando ligeiramente algumas perguntas, vou passar a bola à Cátia, já que agora também somos amigos na vida real

 

1 - Oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. Que época escolhias?

2 - Um filme que te arrependes de ter visto?

3 - Fotografar ou ser fotografada?

4 - Se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

5 - Tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu idolo?

6 - Uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

7 - Qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

8 - Quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

9 - Se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

10 - Se pudesses conhecer mais alguém dos blogs, quem seria? (E não vale responder "A Joana Marques", porque ainda arranjavas maneira de lhe fazer nascer uma verruga!) 

 

 

Correr em Setúbal

Vivi em Setúbal até aos meus vinte e tal anos. Continuo a ir até lá frequentemente, claro, afinal é onde continua a morar minha família mais próxima, mas muitas vezes são quase visitas de médico. Este fim-de-semana acabei por ficar mais tempo e dormi lá de Sábado para Domingo. Como já sabia que ia ser assim, quando saí de casa Sábado à tarde, guardei o equipamento de corrida na mala.

 

Uma das coisas que mais tenho saudades da cidade de Setúbal é de correr à beira rio. Tão bom sentir a brisa fresca que vem do rio, passar pelos barcos de pesca atracados na doca, pelas pequenas praias e jardins, até ao Parque Urbano de Albarquel, sempre com a Arrábida em fundo.

 

Sim, em Almada também há rio, mas não é a mesma coisa... Até porque se for correr para o Ginjal, ainda me cai uma parede de uma fábrica abandonada em cima...

 

Além disso, foi junto ao Sado que comecei a fotografar, entusiasmado com o meu novo passatempo. Tenho tantas, mas tantas fotos, quase todas muito más, mas quase todas muito boas. Aprendi imenso com elas.

 

Foi também assim que nasceu este post, enquanto corria este Domingo, e me ia lembrando das fotos que por ali fui tirando ao longo dos anos.

 

Ainda nem eram 9h da manhã, mas já se sentia o calor, e com calor a corrida custa sempre mais. Não fazia mal. Estava em Setúbal e isto é um bocado como nos jogos de futebol. Quando se corre em casa, é sempre muito mais fácil.

 

(As fotos foram tiradas entre 2008 e 2009)

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Quando o mal espreita

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Ia a descer por uma estreita quelha de pedras gastas, a caminho da aldeia de Piodão. Ao fundo, existem umas pequenas casas de pedra, onde é guardado algum do gado comunitário da aldeia. Já por lá tinha passado no dia anterior, mas os animais estavam trancados. Mas naquele fatídico dia a história seria outra. As portas estavam abertas. Algumas ovelhas tinham ido à sua vida. Ovelhar por aqueles socalcos fora, mas algumas ficaram. E achei que dava uma foto gira. Tirei primeiro a foto acima. Não gostei muito. Mas algo não estava bem... E não, não estou só a falar das fotos.

 

Sentia-me observado... Aquele desconforto que descrevem nos filmes de terror, antes de alguma coisa saltar para o ecrã. 

 

Hesitei... e virei-me... 

 

Oh! O horror! 

 

Uma cabra (ou uma ovelha tosquiada???) olhava para mim. Imóvel.

 

Sem expressão. Sem pestanejar. Sem se mexer. Sem respirar sequer. 

 

E assim ficou. Minutos, talvez. Pareceram horas.

 

Eu retribuía o olhar gélido. Tentava parecer forte, sem conseguir escapar ao julgo hipnótico da besta.

 

Paralisado de terror, tentei mexer-me. Não podia fraquejar! 

 

A custo, fiz a única pessoa que qualquer pessoa sã, faria na minha posição ... 

 

Click!

 

Tirei uma foto! 

 

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Nenhum animal foi magoado na realização desta foto. 

 

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