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João Freitas Farinha - Fotografia

João Freitas Farinha - Fotografia

Fotografar O Asiático

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Há uns meses fui jantar ao restaurante O Asiático, gostei muito da comida, mas não só. A decoração é um dos pontos altos deste espaço. Afinal, os olhos também comem. 

 

O Asiático foi inspirado pelas viagens que o chef Kiko Martins fez pela Ásia, em particular pelo Japão e Nepal. Essa influência não é sentida apenas na excelência da cozinha, mas também na decoração do espaço. As referências asiáticas fazem-se sentir de maneira sóbria e elegante, em pequenos pormenores, um pouco por todo o espaço.

 

Gostei tanto, que decidi perguntar se podia passar por lá para o fotografar. Enviei um email à direcção comercial, que com grande simpatia, acedeu prontamente ao meu pedido.

 

E então, há duas semanas, no horário em que o restaurante fecha, entre o almoço e o jantar, lá fui eu. Máquina e tripé em punho, para o Príncipe Real.

 

A sessão em si teve alguns contratempos... Perdi demasiado tempo a perceber os melhores ângulos para fotografar, ou a tentar captar algumas dessas perspectivas exactamente como queria. O facto de o restaurante ser muito luminoso, embora excelente para quem desfruta do espaço, não ajuda quando o objectivo é tirar fotos, já que os contrastes provocados pelo Sol que entrava de rompante pela enorme zona envidraçada, dificultavam bastante o trabalho. E não pude fotografar o pequeno jardim interior, que esteve sempre ocupado pelos funcionários, que descansavam, comiam qualquer coisa, ou se reuniam a planear o jantar que se aproximava.

 

Nada que tenha impedido que me tenha divertido imenso a fotografar. Ou a ver a azáfama dos bastidores de um restaurante de renome. Só por essa experiência já valeu a pena.

 

Sem mais demoras, vamos ao prato principal deste post... as fotos.

 

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Sobre a criatividade. E comprar material caro.

O workshop de que falei no post de ontem, faz parte da iniciativa "Live for the Story", que a Canon tem vindo a desenvolver.

 

Claro que está inserido numa estratégia comercial, mas este foco na fotografia como um meio de contar histórias, mais do que nas especificações técnicas do material fotográfico, é algo em que tenho pensado nos últimos tempos, e que acredito ser muito importante.

 

Não é por acaso que se diz que uma imagem vale por mil palavras.

 

Quando mostro o meu melhor trabalho fotográfico a alguém, é frequente que um dos primeiros comentários seja "Deves ter uma máquina mesmo boa".

 

Isto é obviamente muito redutor. Correlacionar a capacidade de tirar boas fotos ao dinheiro que se investe em material é enganador. E uma boa maneira de ficar com a conta bancárias mais vazia e um ego mais frustrado.

 

Claro que fotógrafos como o Joel Santos ou o Fernando Guerra, dois dos que mais admiro, têm material caríssimo. Mas se olharem bem para as fotos que ilustram este post, há uma coisa em comum a todas as fotos. Contam uma história. De maneira, clara, simples e poderosa.

 

E uma coisa é certa. Se derem, a qualquer um dos dois um telemóvel, a substituir as suas câmaras, as fotos vão à mesma ter sentimento e emoção. Mesmo que percam qualidade técnica, ou lhes limite a criatividade.

 

No fundo essas fotos iriam à mesma contar uma história. E isso, ao fim ao cabo, é que realmente conta.

 

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Lembrei-me disto quando há uns dias vi esta foto da Joana (do blog Quiosque da Joana). Não foi tirada com uma máquina topo de gama. Longe disso. E - chamou-me ela à atenção - até está desfocada. Mas eu nem reparei nesse pormenor. E porquê?

 

Porque é uma foto quase perfeita na sua composição e no momento de capta. O ar de expectativa do cão, que até se está a lamber, já davam uma foto gira, só por si. Mas a Joana incluiu a mão com o biscoito. E isso muda completamente a dinâmica da foto. 

 

Deixou de ser só uma foto engraçada. E passou a contar uma história. O cérebro é muito bom a fazer associações, e imediatamente cria-se um vai-vêm do olhar entre o biscoito e o cão. Adivinha-se o que vai acontecer, e estabelece-se quase um diálogo. O cão está com aquela cara porque quer desesperadamente a sua guloseima... E espera... pacientemente, enquanto se lambe em antecipação. E a dona Joana faz o cão Vasco esperar pela recompensa.

 

E para o nosso cérebro criar toda esta narrativa, não foram precisos milhares de euros em equipamento. 

 

Bastou... criatividade!

 

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P.S.: O facto do biscoito parecer ter uma cara sorridente, pode parece algo perturbador, dado o final que vai encontrar brevemente, deglutido pelo cão Vasco. No entanto - penso que não me engano se o afirmar - o biscoito cumpriu o seu propósito de forma digna. E é esse o motivo da expressão que ostenta. Dever cumprido! 

 

 

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Falar de fotografia

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Estava a passear pelo instagram quando, por acaso, vi um anúncio a um workshop de fotografia de viagem com o Joel Santos, organizado pela Canon.

 

O instagram encaminhava para a página do facebook, que também não explicava muitos pormenores, além da data e local. Pedia para enviar os dados de inscrição por e-mail, a quem estivesse interessado.

 

Nem pensei duas vezes. Escrevi tão rápido quantos os dedos me permitiram. 

 

Afinal não é todos os dias que se tem oportunidade de fotografar ao lado do melhor fotógrafo de viagens do mundo.

 

Tive sorte, fui um dos vinte primeiros a responder. As inscrições fecharam quase tão depressa como começaram.

 

Foi um dia inteiro em Sintra e Cascais. De manhã um passeio pela vila de Sintra, e um belo almoço na Praia das Maçãs. À tarde, uma sessão fotográfica na floresta, e uma viagem até ao Cabo Raso, com lanche pelo meio. Em convívio com pessoas divertidas, com vontade de aprender, e uma organização exemplar. Aliás há que deixar os parabéns a toda a equipa da Canon Portugal responsável por este evento.

 

Curiosamente, quase não fotografei. Em Sintra foi complicado, ou pelo número de turistas, ou pelo próprio grupo, que entupia as ruas estreitas. Na floresta o espaço era ainda mais apertado, por incrível que pareça. E no Cabo Raso, o vento era tanto que o objectivo de fotografar o pôr do Sol foi posto de parte. As ondas embatiam com estrondo nas rochas, e o ar estava tão cheio de água, sal e poeira, que as objectivas ficavam imediatamente sujas.

 

E no entanto... foi um dia espectacular. Tive a sorte de conseguir estar quase sempre perto do Joel, mesmo ao almoço. E mais do que aspectos técnicos, que ele obviamente domina, ouvi as suas histórias. As situações incríveis porque passou em viagem. A maneira criativa como "inventou" várias das suas fotos emblemáticas. Como começou a fotografar, e a fazer disso vida.

 

Cada vez mais tenho noção que o mais importante em fotografia, muito mais que os aspectos técnicos, é a capacidade de ter uma visão própria e coerente. De ser capaz de identificar numa cena aquilo que nos cativa, e todo o processo que se segue para capturar esse momento da melhor maneira.

 

Nisso o Joel Santos é extraordinário. Como fotógrafo, claro, mas também como comunicador. Sempre disponível a explicar o seu processo. Nunca como uma pessoa que se acha melhor ou superior, mas como alguém que tem tanta paixão pelo que faz, que tem de partilhar as suas experiências.

 

E isso foi mesmo inspirador.

 

A Canon vai organizar mais workshops, com alguns dos melhores fotógrafos nacionais nas suas respetivas áreas. Incluindo o Fernando Guerra, um dos melhores dos mundo na fotografia de arquitectura. Estejam atentos ao facebook da Canon, porque vale a muito a pena ter o privilégio de participar num evento destes.

 

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Espelho d’Água

Não, este não é um post sobre a novela da SIC.

 

Aos fãs desiludidos, que aqui chegaram ao engano através de uma pesquisa no Google, as minhas desculpas. Aqui apenas encontrarão algumas fotos do edifício construído em 1940 para a exposição O Mundo Português.

 

Na pesquisa para este post encontrei várias fotografias da época, algumas muito curiosas. Aprendi, por exemplo, que este edifício era também o Pavilhão das Diversões Náuticas. São várias as fotos da época em que se podem ver pequenos barcos que, certamente, terão feito as delícias dos mais novos.

 

A traça do edifício chegou quase inalterada até aos dias de hoje, mas as fotos que hoje vos trago focam-se no lado que sofreu uma remodelação mais recente. Não é publicidade à empresa que ali instalou um restaurante, é apenas o sítio mais favorecido pela luz do Sol, que começava a surgir no horizonte.

 

Se ficaram intrigados, recomendo a visita desta página. É quase uma viagem no tempo, a pedir uma leitura mais demorada.

 

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Cabo Espichel - A Ermida da Memória

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Depois de partilhar as minhas fotos preferidas do Cabo Espichel, mostrei mais algumas das que tinha tirado à Igreja de Nossa Senhora do Cabo

 

Para terminar esta viagem, nada como mostrar mais estas imagens, da Ermida da Memória. Um pequeno edifício, que embora de linhas simples, marca o cenário bem mais imponente que a rodeia, com um toque de teatralidade.

 

Construída no século XV, o seu interior é revestido a azulejos, que contam a estória de como naquele local foi encontrada uma imagem de Nossa Senhora, tornando o Cabo Espichel num local de culto e peregrinação desde então.

 

O cenário estava montado, incluindo um céu dramático a condizer, coube-me a mim tentar fazer-lhe justiça. Não só à capela, mas também às ruínas e à paisagem assombrosa que a circundam.

 

No final, ainda fui a correr até ao carro buscar o tripé, para a última foto deste post. E se já não fui a tempo de apanhar o céu iluminado pelo Sol, pelo menos o azul incrível que o mar tinha nesse dia ficou bem realçado nesta longa exposição

 

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