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Sintra - O Castelo dos Mouros

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Seguindo o trilho que sobe a encosta, desde a Vila Sasseti, chega-se à Tapada dos Bichos. Daí ao Castelo dos Mouros são poucas dezenas de metros. O bilhete, para o castelo e para os outros monumentos de Sintra, pode ser comprado logo nesta zona onde se cruzam os dois caminhos, ou mais acima, à entrada do castelo.

 

A última vez que visitei o Castelo dos Mouros foi em 1995 ou 1996. Não sei precisar a data, mas lembro-me bem que quando subia umas das muralhas, dei de caras com Michel Preud'Homme, um dos grandes guarda redes que passaram pelo futebol nacional. Ainda tenho o autógrafo dele. Com decoração a condizer e tudo .

 

Do castelo dos anos 90 de pouco me lembro, à excepção desse episódio, que ainda envolveu  Preud'Homme a tropeçar e cair aos meus pés, e o meu pai a ajudá-lo a levantar-se. Percebe-se. A emoção de conhecer o pequeno Farinha foi demasiada e tremeram-lhe as pernas. Como se vê acontece aos melhores! 

 

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Já o castelo de 2017, é um espaço muito bem preservado, fruto das acções de recuperação desenvolvidas aos longo dos últimos anos. A zona de serviços, com uma loja, bilheteira e café, é um bom exemplo deste trabalho, estando perfeitamente integrada na paisagem envolvente, com uma arquitectura moderna, mas ao mesmo tempo discreta.

 

Percorrer as muralhas do castelo, cujas origens remontam ao século X, é como fazer uma viagem no tempo, cada pedra cheia de história. Junte-se isso a uma vista deslumbrante, e é fácil perceber como esta é uma visita imperdível.

 

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Mais informações no site dos Parques de Sintra

 

 

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Sintra - O Percurso da Vila Sassetti

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Assim que decidi que ia tirar uns dias de férias, no final de Abril, comecei a pensar que sítios iria fotografar. Era a oportunidade perfeita para fazer um percurso pedestre, algures em Sintra, algo que ando a adiar há algum tempo.

 

O ano passado visitei Sintra, num passeio que contei aqui o blog (o parque e o palácio de Monserrate) e claro, fiquei com vontade de regressar. Já tinham passado uns bons anos desde que visitei Seteais, o Castelo dos Mouros ou o Palácio da Pena, e nunca visitei a Quinta da Ragaleira, por isso a única parte complicada era escolher o destino.

 

A página dos Parques de Sintra, tem informação detalhada sobre os vários percursos possíveis, e depois de uma vista de olhos, escolhi o da Vila Sassetti.

 

Este percurso percorre o jardim da propriedade que lhe dá nome, e serpenteia por uma encosta de alguma inclinação, até chegar ao edifício principal. Construído em finais de século XIX, como residência de Verão do empresário Victor Carlos Sassetti, e outrora casa de férias de Calouste Gulbenkian, foi recentemente recuperada pela Câmara de Sintra, após vários anos ao abandono.

 

A reabilitação dos jardins e da zona florestal adjacente, permitiu abrir um novo caminho, que liga o centro histórico da vila ao Castelo dos Mouros e ao Palácio da Pena. Na sua extensão encontra-se tudo bem demarcado e sinalizado, mas a subida pode ser algo íngreme, pelo que é recomendado a pessoas com um mínimo de preparação física.

 

Pelo caminho encontram-se locais emblemáticos como o Penedo da Amizade, famoso entre os amantes de escalada, a Floresta de Loureiros ou a Tapada dos Bichos, em que os visitantes podem escolher ir até ao Castelo dos Mouros, ou subir mais um pouco até ao Parque e Palácio da Pena. 

 

Uma nota importante. Existem horários distintos para o verão e inverno. Importante, porque senão fazem como eu, que assumi que a entrada se podia fazer a partir das 9:00, e ao ver o portão aberto, atirei-me à aventura. Foi tão grande o entusiasmo como a desilusão, quando após 500 metros de caminhada bati com o nariz num portão de ferro que ainda estava fechado . Eram 9:30, e a Vila Sasseti só ia abrir às 10:00! 

 

Por sorte uma das funcionárias responsáveis por cuidar do espaço apercebeu-se, e foi em meu auxílio, abrindo o portão.

 

Aqui o caminho deixa os jardins e passa para uma zona de floresta. Esta é a parte mais bonita do percurso, que embora seja mais "selvagem" e de piso irregular, foi dotada de degraus de madeira e passadiços nas zonas mais sinuosas, o que facilita bastante a circulação.

 

A meio da caminhada, encontrei uma senhora russa, que num inglês quase incompreensível, me pediu para lhe tirar uma foto, como o telemóvel dela. Queria envia-la para a mãe, para mostrar que estava bem. Ainda tentei estabelecer alguma comunicação. Perguntei de onde era, e percebi que era de Moscovo. Mas foi até aqui que chegou o nosso entendimento mútuo.

 

Quando lhe perguntei se também queria que lhe tirasse uma foto com a máquina dela, ela arrancou a minha das minhas mãos. Tinha percebido que eu é que queria uma foto. Tentei explicar que não, e ela respondia com perguntas sobre a máquina e que definições usar. Andámos nisto um bocado, até que me resignei, fiz uma pose sorridente . Atirou-me a câmara para as mãos, e seguiu caminho, tão rápida e determinada, que desapareceu tão subitamente como havia chegado. Mas ainda tive a sorte de a apanhar em algumas fotos, durante a subida até um pequeno miradouro que oferece uma vista fantástica da encosta do Castelo dos Mouros. O cenário era espectacular, mas ter uma pessoa no enquadramento dá logo muito mais dinâmica às fotografias.

 

Logo depois deste miradouro, fica a Tapada dos Bichos, o final deste percurso. Daqui são só uns metros até ao Castelo dos Mouros. Mas o post já vai longo, essa parte do passeio fica para amanhã.

 

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Percurso Sasseti, Informações Úteis:

 

Extensão: 1850m

Duração: 45 min

Horário: Aberto diariamente entre as 10h00 e as 18h00 durante o horário de verão, e entre as 9h00 e as 17h00 durante o horário de inverno.

 

 

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O Padrão dos Descobrimentos

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 Após um período, de cerca de uma semana, em que esteve encerrado ao público, o Padrão dos Descobrimentos voltou a abrir este fim de semana.

 
Foi o fim de um ano e pouco de trabalhos de limpeza e restauro do emblemático monumento, que agora se encontra de cara lavada, e pronto a receber os magotes infinitos de turistas que por estes dias invadem a capital.
 
Claro que às 7 da manhã ainda imperava o sossego, e só um ou outro corredor mais madrugador cruzava a frente ribeirinha.
 
Ainda tentei fotografar a Torre de Belém, mas um espalho épico, nos degraus que descem até ao rio, dissuadiu-me imediatamente.
 
Mas não se preocupem. Estou praticamente inteiro.  Ainda bem que tenho estas pancadas de me levantar cedo... Umas horas mais tarde e as imediações estariam infestadas de câmaras. Era peripécia para acabar no Youtube... 

 

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Manifesto Pró-Almada Negreiros

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BASTA PUM BASTA!

 

ALGUÉM AINDA NÃO FOI À GULBENKIAN? BASTA DE DESCULPAS!

 

UMA GERAÇÃO QUE DEIXE PASSAR ESTA EXPOSIÇÃO É UMA GERAÇÃO QUE NÃO SABE O QUE PERDE! NÃO VER A OBRA DE ALMADA NEGREIROS É INDIGNO, ABAIXO DE ZERO!

 

ABAIXO ESSA GERAÇÃO!

 

VIVA O ALMADA, VIVA!  PIM!

 

UMA GERAÇÃO COM UM ALMADA, PASSA DE BURRO PARA CAVALO!

 

ALMADA PINTA, DESENHA. ALMADA ESCREVE, REPRESENTA. ALMADA FAZ TUDO. E FAZ BEM!

 

ALMADA É HABILIDOSO!!

 

ALMADA É ARTE!

 

ALMADA É GÉNIO!

 

VIVA O ALMADA, VIVA! PIM!

 

SIM, ALMADA VESTIA ROUPAS ESTRANHAS, ATACAVA AS MENTES TACANHAS, EM MANIFESTOS NO ORPHEU.

 

MAS DO DANTAS SÓ SE SABE QUE CHEIRAVA MAL DA BOCA, E FOI ALMADA QUE PERMANECEU!

 

VIVA O ALMADA, VIVA!  PIM!

 

 

Já conhecia e admirava Almada Negreiros. Pelo menos o Almada que todos conhecem, mesmo que não lhe saibam o nome; o Almada que tem o painel na entrada principal da Gulbenkian, cujos desenhos decoram a estação de metro da Saldanha; e claro, o Almada do Manifesto Anti-Dantas, que serviu de inspiração para o início deste post.

 

Menos inspirado foi o início da minha visita à exposição “Almada Negreiros – Uma Maneira de Ser Moderno”, que ocupa das duas salas de exposições temporárias da Gulbenkian, até 5 de Junho. Tirei uma fotografia, a primeira deste post, e fiquei sem bateria na máquina fotográfica. Claro que, além disso, me tinha também esquecido da bateria suplente! João Farinha – Mais Uma Maneira de Ser Distraído.

 

Mas quem não tem máquina fotográfica, fotografa com telemóvel. Nada que não se resolva.

 


Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.


José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927

 

 

Mas se a visita se iniciou com um pequeno contratempo, percorrer a exposição foi descobrir um artista que escapa a qualquer categorização. Um homem que nunca teve qualquer formação em arte, mas que dominou com mestria vários estilos e materiais.

 

A exposição, comissariada pela historiadora de arte Mariana Pinto dos Santos – que merece todos os elogios – é notável na coerência e naturalidade com que nos apresenta uma obra tão vasta e diversa.

 

Estão lá os quadros e desenhos mais famosos de Almada Negreiros, mas estes representam uma pequena parte dos mais de 400 trabalhos expostos. Muitos dos quais, podem agora ser vistos pelo grande público pela primeira vez.

 

Ao longo das duas salas, encontram-se quadros a óleo, vitrais, esboços e estudos para murais e painéis decorativos, ou ilustrações para cartazes publicitários e desenhos humorísticos. E não há uma única destas peças que não mereça um olhar atento e prolongado.

 

Impressionaram-me particularmente um desenho a carvão, cuja tridimensionalidade é absolutamente hipnótica, ou um conjunto de três quadros que homenageia a famosa pintura da guitarra de Amadeu de Souza-Cardoso, seu contemporâneo. Duas das muitas obras que desconhecia por completo.

 

Depois da visita, só me apetece dizer, Almada não era moderno. Nem à frente do seu tempo. Almada é intemporal.

 

Arranje-se tempo sim, para visitar esta exposição absolutamente imperdível. Não o fazer é “indigno, abaixo de zero!”

 

 PIM!

 

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Informações:

 

Fundação Calouste Gulbenkian

 

A exposição pode ser visitada até ao dia 5 junho das 10:00 até 18:00. Excepto às Quintas e Sábados, em que visita se faz até às 21:00.

 

Encerra às Terças.

 

Cada bilhete normal custa 5€. 

 

 

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