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Exposição - Modos de Abertura, Velocidade e Manual

 

A exposição é o conceito fundamental da fotografia. Afinal, de um ponto de vista puramente técnico, esta não é mais que a captura de luz pela máquina fotográfica.

 

No entanto é um conceito que não será muito intuitivo, especialmente para quem utiliza máquinas digitais compactas (não dSLRs).

 

 A exposição é o conjunto da abertura da lente, o tempo de obturação. Também o ISO influencia a exposição, mas isso será assunto para outro post.

 

Tempo de obturação

 

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Muitas vezes confunde-se o tempo de obturação com a exposição em si, mas este é apenas um dos seus componentes. É o período em que o obturador está aberto quando se tira uma fotografia, regulando o tempo que o sensor receberá luz. Pode também ser chamado de velocidade do obturador (shutter speed em inglês).

 

O tempo é medido em segundos (1 seg, 1/200 s...).

 

Com um tempo mais longo de exposição o movimento fica evidenciado na foto, através de um arrastamento. Já um período curto de tempo permite congelar a acção.

 

No caso da foto acima, usei um tempo de 1/3s. Este tempo foi suficientemente lento para que o movimento dos patinadores ficasse com um efeito de arrastamento, ao mesmo tempo que permitiu que as raparigas no centro da pista, que se encontravam paradas, ficassem nítidas.

 

Abertura

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A abertura permite controlar a quantidade da luz que o sensor recebe. A abertura é medida em "números f", dependendo este valor das capacidades da lente.  

 

Também a abertura pode gerar alguma confusão inicialmente, uma vez que esta é inversamente proporcional ao valor f que se define na máquina. Quanto maior o f, menor a abertura.

 

Ou seja, f/1.8 é uma grande abertura, permitindo a entrada de bastante luz na lente, sendo ideal para situação com pouca luz, como quando se fotografa em espaços fechados. Já f/22 deixa entrar muito pouca luz na lente, o que é ideal para situação de luz intensa.

 

Outro efeito evidente da abertura é na profundidade de campo, sendo que com um valor muito elevado tudo na foto fica focado, ao passo que um valor baixo permite, por exemplo, desfocar o fundo, realçando o motivo principal. Por exemplo nas fotos anteriores, a imagem da esquerda teve uma abertura mais pequena (f/8), de modo a que tanto o primeiro plano, como o fundo, ficassem focados. Já na imagem da direita, em que apenas o esquilo devia ficar em foco, para o destacar no meio da confusão de elementos circundantes, foi usada uma abertura maior (f/3.5).

 

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Como curiosidade, uma abertura pequena, a partir de f/11, permite obter este efeito de estrela com o Sol, quando este "espreita" por detrás de um objecto (sim eu sei que em termos de composição a foto é fraquinha, já que o Sol atrai o olhar para a parte menos interessante da imagem, mas só usei esta foto pcomo exemplo ilustrativo deste efeito).

 

Modos de Exposição

 

Numa máquina que permita controlo manual da exposição, existem três modos que possibilitam controlar a exposição:

 

Prioridade à abertura (A), em que o fotógrafo escolhe a abertura e máquina determina o tempo de obturação apropriado.

 

Prioridade ao tempo de exposição (S ou T), em que se escolhe a velocidade do obturados, e a máquina determina a abertura correcta.

 

Manual, em que o fotógrafo tem controlo total sobre a exposição, sendo este a escolher a abertura e o tempo de exposição mais apropriados.

 

Os dois primeiros modos permitem ainda influenciar a escolha que a máquina faz do outro valor, através da compensação de exposição.

Imagine-se que se está a tirar uma foto no modo de prioridade à abertura (A) e se escolhe a abertura de f/8. Neste modo a máquina vai escolher automaticamente a velocidade de obturação, de maneira a captar adequadamente a imagem recebida pelo sensor, digamos 1/10 segundos. Se a foto ficar mais escura do que o pretendido, é possível aumentar a compensação de exposição em +1EV, por exemplo. 

O que isto faz é dizer à máquina que se pretende que a exposição, no conjunto dos seus parâmetros, aumente um stop (ou seja, seja um stop mais clara). Então, a máquina vai manter o f/8 anteriormente escolhido, alterando no entanto a velocidade de obturação (para 1/5 por exemplo) de modo a atingir a exposição pretendida.

 

A única maneira de perceber realmente estes conceitos é praticar. Os modos automáticos na máquina fazem um trabalho bastante razoável na escolha da exposição, mas apenas os modos A, S ou M permitem um controlo criativo da imagem.

Albarquel

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Domingo de manhã aproveitei estar uma manhã de Sol em Setúbal, rara nestes últimos dias, para ir até ao Parque Urbano de Albarquel, um dos espaços mais bem conseguidos da reconversão da  zona ribeirinha que tem sido feita nos últimos anos, e que tem devolvido à cidade uma zona que durante décadas foi ocupada por fábricas e armazéns.

 

Sabia que estava maré baixa, por isso pude percorrer uma estreita faixa de areia, que nessas ocasiões liga o parque à praia de Albarquel. É impressionante como esta paisagem, que mais parece remeter para zonas mais remotas e paradisícas, está a meros minutos a pé do centro da cidade.

 

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A melhor câmara é a que trazes contigo

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Não sei se acontece com toda a gente ou se é só comigo, mas um elogio mais frequente que o desejável, que ouço às minhas fotos é: "Deves ter uma máquina mesmo boa!".

 

Admito que é um comentário que me faz alguma confusão. Obviamente a máquina não faz o fotógrafo. Qualquer máquina razoável hoje tem qualidade mais que suficiente para tirar boas fotografias.Claro que ter uma objectiva de grande qualidade ajuda em factores como a definição ou a claridade da imagem, mas sem "ter olho", não há material que faça milagres. 

 

Esse sentimento levou-me a decidir fazer uma série de fotografia urbana, usando apenas o meu telemóvel. Deixo aqui algumas das que tenho tirado. 

 

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Um novo começo

Há alguns anos, pouco depois de ter descoberto a paixão pela fotografia, criei este blog. Foram muitas horas a escrever artigos, partilhar as minhas fotos, interagir com os leitores.

 

 Mas ao longo do tempo, o que era uma diversão, foi-se tornando uma obrigação, e as actualizações foram sendo cada vez menos frequentes. Até que pararam. Não foi uma decisão, aconteceu, simplesmente.

 

Recentemente tenho tido vontade de voltar a partilhar o meu trabalho, e escrever sobre ele. Então voltei ao blog, actualizei o template, e apaguei os posts antigos, porque muitos deles já não me diziam muito, porque o formato das fotos já não se enquadrava nesta nova organização.

 

Mantive no entranto três posts, que sempre foram os meus preferidos. A certa altura decidi começar a convidar bloggers que admirava, para darem a conhecer o seu trabalho. Por serem excelentes fotógrafos, cujo trabalho ainda hoje sigo, e por se terem exposto aqui, escrevendo sobre si próprios e o que os faz fotografar, penso que seria injusto não manter textos que tanto prazer tive em partilhar.

 

Podem ver esses três posts a seguir a este, mas façam o favor de visitar estes fotógrafos e fotógrafas, que bem merecem:

Sónia Silva;

Mariana Capela;

Rui Martins;

 

Entretanto, e porque afinal este é um blog também para partilhar as minhas fotografias, vou deixar aqui uma das primeiras fotos que tirei, e uma das mais recentes. Parece ser uma boa maneira de começar!

 

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Esta primeira foto foi tirada numa viagem a Barcelona, no museu de ciência Cosmo Caixa, em Janeiro de 2007. Usei uma HP de 5MP, do meu pai, e na verdade esta deve ser a única foto de toda a viagem que se aproveita para ser mostrada. Apesar das outras dezenas de fotos horríveis, foi aqui que descobri o gosto pela fotografia.

 

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Já esta foto, foi tirada em Outubro do ano passado, na Argentina, no canal Beagle, ao largo de Ushuaia. Usei a minha Canon 450D, com uma objectiva 55-250mm.

 

Que sejam as primeiras de muitas que aqui irei partilhar.

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