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João André Farinha - Fotografia

João André Farinha - Fotografia

Centro Champalimaud II

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Por mero acaso, este fim de semana, voltei a passar pela zona de Belém, e acabei por tirar novamente algumas fotos do Centro Champalimau.

 

Não gosto tanto desta série como da que mostrei aqui a semana passada, nem pouco mais ou menos, mas achei que tinha alguma piada comparar as duas "sessões fotográficas". Desta vez optei pelo preto e branco, sobretudo pela luz difusa que estava no Sábado de manhã.

 

Centro Champalimaud

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Quando visitei o centro de investigação da Fundação Champalimaud, já há alguns anos, tive a sorte de apanhar um dia com uma luz fantástica, que complementou na perfeição aquele que é para mim, um dos edifícios mais marcantes e bem conseguidos da cidade de Lisboa, na última década. 

 

As formas, reflexos e linhas elegantes fazem desta obra um ponto de passagem obrigatório de qualquer amante de fotografia de arquitectura. A foto acima é provavelmente a minha foto favorita, de todas as que já tirei. Sobretudo porque acho representa quase na perfeição o estilo de fotografia que mais gosto de fazer. Além desta foto aqui ficam também algumas das minhas preferidas que tirei nesse dia:

 

 

Lightroom Boundary Warp

Na semana passada foi lançado o mais recente update do Lightroom CC. A principal novidade da versão 6.4 é preciosa, para quem já passou pela algo turtuosa experiência de cortar a imagem resultante da criação de um panorama.

 

Agora existe uma nova função, que corrige automaticamente o rebordo irregular da imagem criada (demonstrado no gif acima). Anteriormente, se não se tivesse a sorte de ficar com a parte importante da foto bem enquadrada, era necessário experimentar crops criativos ou, ainda pior, usar clonagem ou o content aware fill do Photoshop para corrigir estes problemas.

 

Agora não, o Lightroom faz a magia toda. Mais tempo sobra para fotografar!

 

Os pormenores deste update pode ser consultados no blog da Adobe

Leões Marinhos

Depois de uma viagem, faço sempre a escolha e edição das fotos de que mais gosto. No entanto, gosto de, passado uns meses, voltar a revisitar alguns do momentos que captei. O distanciamento permite sempre ver coisas em que não se tinha reparado, redescobrir novas fotos favoritas ou experimentar um novo estilo de edição.

 

A semana passada, dei por mim entusiasmado com as fotos que tirei à colónia de leões marinhos que vive ao largo de Ushuaia, na Argentina. Não porque as fotos sejam fantástiscas, não são, mas porque às vezes sabe bem mudar o foco daquilo a que estamos mais habituados. Animais, em geral, não é um tema muito recorrente nas minhas preferências, mas nesta viagem, muito voltada para a natureza, foram muitas as oportunidades de fotografar vida selvagem.

 

Aqui fica então o resultado desse entusiasmo, que me afligiu tão abruptamente:

 

 

 

 

Exposição - Modos de Abertura, Velocidade e Manual

 

A exposição é o conceito fundamental da fotografia. Afinal, de um ponto de vista puramente técnico, esta não é mais que a captura de luz pela máquina fotográfica.

 

No entanto é um conceito que não será muito intuitivo, especialmente para quem utiliza máquinas digitais compactas (não dSLRs).

 

 A exposição é o conjunto da abertura da lente, o tempo de obturação. Também o ISO influencia a exposição, mas isso será assunto para outro post.

 

Tempo de obturação

 

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Muitas vezes confunde-se o tempo de obturação com a exposição em si, mas este é apenas um dos seus componentes. É o período em que o obturador está aberto quando se tira uma fotografia, regulando o tempo que o sensor receberá luz. Pode também ser chamado de velocidade do obturador (shutter speed em inglês).

 

O tempo é medido em segundos (1 seg, 1/200 s...).

 

Com um tempo mais longo de exposição o movimento fica evidenciado na foto, através de um arrastamento. Já um período curto de tempo permite congelar a acção.

 

No caso da foto acima, usei um tempo de 1/3s. Este tempo foi suficientemente lento para que o movimento dos patinadores ficasse com um efeito de arrastamento, ao mesmo tempo que permitiu que as raparigas no centro da pista, que se encontravam paradas, ficassem nítidas.

 

Abertura

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A abertura permite controlar a quantidade da luz que o sensor recebe. A abertura é medida em "números f", dependendo este valor das capacidades da lente.  

 

Também a abertura pode gerar alguma confusão inicialmente, uma vez que esta é inversamente proporcional ao valor f que se define na máquina. Quanto maior o f, menor a abertura.

 

Ou seja, f/1.8 é uma grande abertura, permitindo a entrada de bastante luz na lente, sendo ideal para situação com pouca luz, como quando se fotografa em espaços fechados. Já f/22 deixa entrar muito pouca luz na lente, o que é ideal para situação de luz intensa.

 

Outro efeito evidente da abertura é na profundidade de campo, sendo que com um valor muito elevado tudo na foto fica focado, ao passo que um valor baixo permite, por exemplo, desfocar o fundo, realçando o motivo principal. Por exemplo nas fotos anteriores, a imagem da esquerda teve uma abertura mais pequena (f/8), de modo a que tanto o primeiro plano, como o fundo, ficassem focados. Já na imagem da direita, em que apenas o esquilo devia ficar em foco, para o destacar no meio da confusão de elementos circundantes, foi usada uma abertura maior (f/3.5).

 

 IMG_0051.jpg

Como curiosidade, uma abertura pequena, a partir de f/11, permite obter este efeito de estrela com o Sol, quando este "espreita" por detrás de um objecto (sim eu sei que em termos de composição a foto é fraquinha, já que o Sol atrai o olhar para a parte menos interessante da imagem, mas só usei esta foto pcomo exemplo ilustrativo deste efeito).

 

Modos de Exposição

 

Numa máquina que permita controlo manual da exposição, existem três modos que possibilitam controlar a exposição:

 

Prioridade à abertura (A), em que o fotógrafo escolhe a abertura e máquina determina o tempo de obturação apropriado.

 

Prioridade ao tempo de exposição (S ou T), em que se escolhe a velocidade do obturados, e a máquina determina a abertura correcta.

 

Manual, em que o fotógrafo tem controlo total sobre a exposição, sendo este a escolher a abertura e o tempo de exposição mais apropriados.

 

Os dois primeiros modos permitem ainda influenciar a escolha que a máquina faz do outro valor, através da compensação de exposição.

Imagine-se que se está a tirar uma foto no modo de prioridade à abertura (A) e se escolhe a abertura de f/8. Neste modo a máquina vai escolher automaticamente a velocidade de obturação, de maneira a captar adequadamente a imagem recebida pelo sensor, digamos 1/10 segundos. Se a foto ficar mais escura do que o pretendido, é possível aumentar a compensação de exposição em +1EV, por exemplo. 

O que isto faz é dizer à máquina que se pretende que a exposição, no conjunto dos seus parâmetros, aumente um stop (ou seja, seja um stop mais clara). Então, a máquina vai manter o f/8 anteriormente escolhido, alterando no entanto a velocidade de obturação (para 1/5 por exemplo) de modo a atingir a exposição pretendida.

 

A única maneira de perceber realmente estes conceitos é praticar. Os modos automáticos na máquina fazem um trabalho bastante razoável na escolha da exposição, mas apenas os modos A, S ou M permitem um controlo criativo da imagem.

Albarquel

Domingo de manhã aproveitei estar uma manhã de Sol em Setúbal, rara nestes últimos dias, para ir até ao Parque Urbano de Albarquel, um dos espaços mais bem conseguidos da reconversão da  zona ribeirinha que tem sido feita nos últimos anos, e que tem devolvido à cidade uma zona que durante décadas foi ocupada por fábricas e armazéns.

 

Sabia que estava maré baixa, por isso pude percorrer uma estreita faixa de areia, que nessas ocasiões liga o parque à praia de Albarquel. É impressionante como esta paisagem, que mais parece remeter para zonas mais remotas e paradisícas, está a meros minutos a pé do centro da cidade.

 

 As fotos foram tiradas no modo de prioridade à abertura, para garantir que tanto o primeiro plano como o fundo estavam focados, usando ocasionalmente a compensação de exposição, para manter detalhe nas rochas, nas situações em que o Sol estava de frente. 

A melhor câmara é a que trazes contigo

Não sei se acontece com toda a gente ou se é só comigo, mas um elogio mais frequente que o desejável, que ouço às minhas fotos é: "Deves ter uma máquina mesmo boa!".

 

Admito que é um comentário que me faz alguma confusão. Obviamente a máquina não faz o fotógrafo.Qualquer máquina razoável hoje tem qualidade mais que suficiente para tirar boas fotografias.Claro que ter uma objectiva de grande qualidade ajuda em factores como a definição ou a claridade da imagem, mas sem "ter olho", não há material que faça milagres. 

 

Esse sentimento levou-me a decidir fazer uma série de fotografia urbana, usando apenas o meu telemóvel. Deixo aqui algumas das que tenho tirado:

 

 

Um novo começo

Há alguns anos, pouco depois de ter descoberto a paixão pela fotografia, criei este blog. Foram muitas horas a escrever artigos, partilhar as minhas fotos, interagir com os leitores.

 

 Mas ao longo do tempo, o que era uma diversão, foi-se tornando uma obrigação, e as actualizações foram sendo cada vez menos frequentes. Até que pararam. Não foi uma decisão, aconteceu, simplesmente.

 

Recentemente tenho tido vontade de voltar a partilhar o meu trabalho, e escrever sobre ele. Então voltei ao blog, actualizei o template, e apaguei os posts antigos, porque muitos deles já não me diziam muito, porque o formato das fotos já não se enquadrava nesta nova organização.

 

Mantive no entranto três posts, que sempre foram os meus preferidos. A certa altura decidi começar a convidar bloggers que admirava, para darem a conhecer o seu trabalho. Por serem excelentes fotógrafos, cujo trabalho ainda hoje sigo, e por se terem exposto aqui, escrevendo sobre si próprios e o que os faz fotografar, penso que seria injusto não manter textos que tanto prazer tive em partilhar.

 

Podem ver esses três posts a seguir a este, mas façam o favor de visitar estes fotógrafos e fotógrafas, que bem merecem:

Sónia Silva;

Mariana Capela;

Rui Martins;

 

Entretanto, e porque afinal este é um blog também para partilhar as minhas fotografias, vou deixar aqui uma das primeiras fotos que tirei, e uma das mais recentes. Parece ser uma boa maneira de começar!

HPIM1576.jpg

 

Esta primeira foto foi tirada numa viagem a Barcelona, no museu de ciência Cosmo Caixa, em Janeiro de 2002. Usei uma HP de 5MP, do meu pai, e na verdade esta deve ser a única foto de toda a viagem que se aproveita para ser mostrada. Apesar das outras dezenas de fotos horríveis, foi aqui que descobri o gosto pela fotografia.

IMG_2937.jpg

 Já esta foto, foi tirada em Outubro do ano passado, na Argentina, no canal Beagle, ao largo de Ushuaia. Usei a minha Canon 450D, com uma objectiva 55-250mm.

 

Que sejam as primeiras de muitas que aqui irei partilhar.

Fotógrafa Convidada: Sónia Silva

 

Tal como no caso dos meus anteriores convidados, tenho um grande prazer em hoje contar com a participação da Sónia Silva, que é sem dúvida uma das minhas presenças preferidas na blogosesfera.

 

As suas fotos, além da qualidade técnica, mostram um olhar atento ao detalhe, e uma grande capacidade de perceber e captar o momento decisivo, como lhe chamava Cartier-Bresson.

 

 

 

Aqui fica então um pouco da história da Sónia no mundo da fotografia, contada na primeira pessoa:

 

 

Aceitei com surpresa e alguma relutância o convite feito pelo João. Sempre me senti mais à vontade no meio das minhas fotografias sem grandes textos ou explicações. Apenas imagens que dizem o que sinto e em que cada um pode interpretar à sua maneira.

 

É difícil olhar para trás e marcar com exactidão quando começou esta paixão, apenas sei que muito cedo. Na minha casa sempre houve o hábito de fotografar. Foi desta forma que ainda muito pequena o comecei a fazer de forma muito natural... de máquina na mão a disparar em todas as direcções para depois ver com fascínio o fruto do meu trabalho... ainda me recordo... uma Kodac minúscula, tipo espião, que impulsionava as minhas fantasias em pequenos clic’s nas mais diversas e perigosas missões que tinha de levar a cabo!

 



 

O tempo passou e eu fui crescendo à medida que também em mim aumentava a paixão tornando-se mais tarde num vício, uma necessidade. Percebi na adolescência que este gosto já se tinha tornado no próprio ar que respirava e que não me conseguia expressar de outra forma que não através da fotografia... pelo menos da forma verdadeira e sentida que as palavras não mo permitiam. O caminho parecia claro e durante dois anos estudei fotografia. Contudo a incerteza do futuro na mesma e a entrada para a faculdade fizeram-me abandonar o curso para caminhar sobre pontes mais seguras.

 



 

Em 2008 iniciei o blogue ocorpoestremecedesaudade onde vou publicando alguns trabalhos mas que serve, acima de tudo, para me exprimir e descomprimir do mundo que me rodeia.

 


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