Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

João Freitas Farinha - Fotografia

João Freitas Farinha - Fotografia

Carrasqueira

IMG_2122.jpg

 

O porto palafítico da carrasqueira, junto à pequena povoação piscatória do mesmo nome, foi construído para permitir aos pescadores chegarem aos seus barcos durante a maré baixa, uma vez que as margens pouco elevadas e o lodo dificultam o acesso ao rio. O cais em madeira ziguezagueia pelo rio adentro, num engenhoso emanharado de passadiços. 

 

IMG_2152.jpg

IMG_2170.jpg

IMG_2205.jpg

IMG_2224.jpg

IMG_2232.jpg

 

Embora não o tenha feito nesta visita, vale a pena ficar para o por do Sol. Quando o Sol pinta as tábuas de laranja fogo, antes de se despedir entre as águas do Sado e a serra da Arrábida.

 

IMG_2141.jpg

IMG_2146.jpg

 

O acesso ao porto pode ser feito de carro, embora no inverno o mau tempo possa condicionar o acesso, que apartir da povoação é estreito e de terra batida.

 

IMG_2254.jpg

IMG_2266-Edit.jpg

IMG_2297.jpg

 

Até à carrasqueira, a viagem pode ser feita desde Tróia, apanhando o ferry em Setúbal (15€, mais 4€ por passageiro adicional), ou por terra, vindo do Sul, por Alcácer do Sal.

 

Arte Urbana em Alcântara

Não foi há muito tempo que esta passagem subterrânea, que permite o acesso à estação de comboios de Alcântara, era um sítio escuro, sujo e mal cheiroso. Assim a meio caminho entre um cenário de guerra e a casa de banho do filme Trainspotting.

 

Isso mudou, felizmente, em 2013, quando a Associação Portuguesa de Arte Urbana, com a ajuda de 400 voluntários, se encarregou de dar um novo ar a este túnel. Vários artistas juntaram-se ao movimento, sem custos para a Câmara de Lisboa, e completaram a decoração com as suas obras de arte, que complementam as paisagens de Lisboa pintadas nas paredes.

 

IMG_0831 (1).jpg

IMG_0843 (1).jpg

IMG_0869 (1).jpg

 

Ainda na onda da arte urbana, aproveitei também para passar pelo Lx Factory, lá bem perto, onde existem também obras que merecem uma visita.

 

IMG_0875 (1).jpg

IMG_0884.jpg

IMG_0890 (1).jpg

 

O Zoo a Preto e Branco - Brincar com a edição

Tipicamente quando trabalho as minhas fotos, no Adobe Lightroom, o meu objectivo é fazer uma edição o mais invisível possível, de modo a suportar, e não trair, a realidade daquilo que estava à frente da objectiva. Mas de vez em quando, tem piada brincar um bocadinho, e fazer algumas experiências na edição.

 

Neste caso, partindo de algumas fotos que tirei o ano passado no Jardim Zoológico, utilizei as ferramentas de edição local, para dar um maior destaque aos elementos que me chamavam à atenção, aumentando a exposição e detalhe nessa zona, e escurecendo todo o resto da foto. O resultado são imagens bem mais processadas do que costumo fazer, mas que acabei por decidir partilhar.

 

IMG_1177-Edit.jpg

IMG_1222.jpg

IMG_1230.jpg

IMG_1243.jpg

IMG_1257 (1).jpg

IMG_1269.jpg

IMG_1281.jpg

IMG_1283.jpg

IMG_1296.jpg

 

Fotografar em Viagem

IMG_7299.jpg

 

Tirar fotos em viagem é complicado. Uma das grandes dificuldades é que ninguém tem paciência para aguentar os caprichos de um fotógrafo. Ninguém quer ficar meia hora parado, à espera que passe uma pessoa com um casaco de uma certa cor, naquele sítio exacto. Ou parar 10 vezes na mesma rua, porque a luz está espéctacular. E eu claro, também não quero ser um mau companheiro de viagem!

 

Além disso, quando viajamos para algum destino, raramente fomos os únicos que nos lembrámos de o fazer. E sobretudo em zonas urbanas, os melhores locais para fotografar são também os mais procurados pelos turistas.

 

Muitas vezes, acaba por me acontecer andar a escolher ângulos menos ortodoxos. O que pode ser muito giro e criativo, mas normalmente significa apenas que fico com uma versão menos interessante do que estou a tentar fotografar. Por exemplo, acabo muitas vezes a fotografar a fachada de um edifício, sem qualquer contexto de onde está inserido, só para não apanhar as dezenas de pessoas que passam junto a ele.

 

IMG_7696.jpg

IMG_7702.jpg

 

Mas são também essas experiências que acabam por levar às fotos mais conseguidas. Tentar fotografar pormenores, ou mudar a perspectiva para outra que não a dos nossos olhos, acaba, às vezes, por compensar.

 

IMG_2487.jpg

IMG_2854.jpg

IMG_7466.jpg

 

O lugar-comum que é a Bica

IMG_1935-Edit.jpg

 

A Rua da Bica de Duarte Belo é muito provavelmente a rua mais fotografada de Lisboa. 

 

Além de ser uma rua típica desta zona da zona histórica, é percorrida pelo Elevador da Bica, inaugurado em finais do século 19 e Monumento Nacional, o que torna esta perspectiva da primeira foto um verdadeiro postal da cidade.

 

Ou seja, estas fotos de originalidade têm zero. Mas os lugares-comuns têm muitas vezes uma boa razão para existir, são lugares que merecem uma foto.

 

IMG_1939.jpg

 

 

 

 

Cãorrasqueira

IMG_2008.jpg

 

É quase imperdoável que eu nunca tivesse ido à Carrasqueira, afinal é perto de casa, e um dos sítios mais fotografados de Portugal, devido ao famoso porto palafítico, único no país.

 

Talvez para honrar a minha tão aguardada visita, tinha à minha espera um comité de boas vindas, composto por este simpático cão. Ou então era um oportunista à procura de fama e de exposição mediática neste blog.

 

A verdade é que enquanto andei a fotografar este barco, não me largou, e sempre que apontava a objectiva na sua direção, lá vinha ele fazer pose.

 

E eu lá lhe fiz a vontade.

 

IMG_2019.jpg

IMG_2020.jpg

IMG_2036.jpg

 

Gare do Oriente

IMG_6392-Edit.jpg

 

Esta semana precisei de ir ao Parque das Nações, e como cheguei antes da hora do meu compromisso, acabei por aproveitar para tirar umas fotos, para fazer tempo.

 

Não tinha levado a máquina, mas a gare do oriente não precisa de muito para ficar bem nas fotos. O edifício de Santiago Calatrava é um dos mais bonitos da cidade de Lisboa, e os seus contrastes de luz, formas e materiais facilitam muito a tarefa, por isso o telemóvel serviu.

 

Tenho de lá voltar com a máquina fotográfica, por aqueles lados há muito que fotografar, sobretudo para quem gosta de fotografia de arquitectura.

 

IMG_6402.jpg

IMG_6415.jpg

IMG_6422.jpg

 

 

 

O homem e o corvo marinho

IMG_1540.jpg
35 mm | 1/125 s |f 2.8 | ISO 200

 

Eu gosto de apanhar pessoas nas minhas fotos, mas como complemento ao que estou a fotografar, para dar contexto e escala. Quase nunca como motivo principal da fotografia. Nada contra esse tipo de fotografia, pelo contrário, muitos dos meus fotógrafos preferidos são exímios nessa arte. Só não é o estilo que eu mais goste de captar. Sobretudo porque sinto que me estou a intrometer na vida das pessoas, a captar um momento que é mais delas do que meu.

 

Mas há excepções a qualquer regra, e neste dia, pelo enquadramento da cena, pelo ar carismático deste homem, e quase que por impulso, apontei e disparei. Tão sem pensar, que nem tinha as definições da máquina prontas para captar o movimento, e como se nota, o homem ficou ligeiramente desfocado.

 

Quando ele passou por mim, pareceu-me que lançava um olhar reprovador, que aliás até se vê na foto. E quando logo de seguida parou a sua marcha e se virou para mim, temi que me fosse pedir para apagar a foto.

 

Mas sorriu, e apontou para o seu lado direito - "Está ali um corvo marinho. Aproveita que não é costume por aqui." - Desarmado pela simpatia sorri e agradeci, precipititando-me em direcção ao corvo, enquanto pensava que a objectiva que levava (16-35 mm) me ia obrigar a ter de chegar demasiado perto - "Se te aproximas ele foge" - disse ainda o homem, enquanto seguia o seu caminho.

 

Bem dito bem, bem feito. Assim que me aproximei, o corvo marinho foi também à sua vida.

 

IMG_1551.jpg

IMG_1555.jpg

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D